Goiânia – Ao término da partida de ontem (17/11) contra o Internacional, embriagado e empolgado, iniciei uma prazerosa reflexão acerca dos motivos que fazem com que o Goiás tenha uma campanha que enche de orgulho nossos corações esmeraldinos. Após o ébrio trabalho, compartilho com vocês algumas conclusões que cheguei. Ao menos aquelas que consegui me recordar…
1- Equipe que sabe seu lugar – não é segredo para ninguém que esse time do Goiás é um coletivo de jogadores medianos com um excepcional lá na frente, Walter. O segredo é que jogadores comuns engajados e cientes de sua função dentro de campo podem ser mais efetivos do que craques perdidos no gramado;
2- Relação de confiança entre técnico e elenco – Enderson Moreira tem várias virtudes e talvez a maior delas seja o respeito que conquistou do elenco. Hugo, Sasha e William Matheus são exemplos que, se dependesse da cornetagem da torcida, já estariam longe do Goiás. O treinador os deu vários votos de confiança e agora eles já não são mais criticados pelas arquibancadas. Pelo contrário: são tidos como essenciais para o bom andamento do time em campo;
3- Coragem para decidir – outra virtude de Enderson Moreira é sua coragem. Ele coloca mesmo o time para o ataque, respeitando a tradição ofensiva esmeraldina. Além dessa coragem para organizar a estratégia da equipe em campo, ele também mostrou brio na decisão mais polêmica do Goiás nos últimos três anos: a hora de pendurar as chuteiras de Harlei. Como está sendo triste o ocaso do ídolo do Goiás como terceiro goleiro, completamente esquecido por conta do excelente campeonato de Renan;
4- Vontade de fazer história – entrevistas, atitudes em campo e olhares. Basta observar esses pontos para perceber que esse elenco do Goiás está imbuído no sonho de entrar para a história do clube. Os pontos altos da trajetória esmeraldina são dois vice-campeonatos, Copa do Brasil e Sul-Americana, e as oitavas de final da Libertadores da América. Chegar ao campeonato continental seria o primeiro passo para conseguir ir além dessas marcas;
5- Um craque em fase de glória – quando alguém é do patamar dos jogadores diferenciados e está na maré de boa, sai de baixo! É o que acontece agora com Walter. Ele já não é vítima dos comentários engraçadinhos e reconhecimento de fundo folclórico por parte da torcida adversária. É digno de respeito. Ele conquistou isso com gols, passes e lançamentos que o colocam como sério candidato a craque do Brasileirão de 2013. Acha exagerado? Aponte alguém que esteja jogando mais bola que nosso camisa 18 nesse campeonato, por favor.
Acha que eu esqueci de algum motivo? Enxerga outra razão que não apontei? Deixe aí nos comentários. Vamos pensar bastante nisso até sábado, quando encaramos o campeão das Américas, o Atlético Mineiro, na casa dos caras.
Vai pra cima deles, Verdão!