Jairo Macedo
Sem revanchismo, mas com clareza e democracia. É dessa forma que o Movimento Reage Goiás promete agir para que o clube esmeraldino repense a sua postura fora de campo para que, dentro, as coisas sejam melhores do que estão. Para tanto, uma reunião, em que todos os sócios proprietários e conselheiros estão convidados, promete ser realizada nesta segunda-feira, às 19 horas, no Clube da Caixa Econômica Federal (ASEG), na Avenida T-1 com a T-8, no setor Bueno.
Há algumas semanas, o movimento vem angariando simpatizantes na rede social twitter, sob a hashtag #reagegoias. Com comentários variando entre o conciliador e o agressivo, o que se vê é que a maioria dos torcedores/internautas quer uma nova postura por parte da diretoria do clube. Entre os mais exaltados, não faltam aqueles que culpam a família Pinheiro pela atual situação – 16º colocado na Série B , uma posição acima da zona de rebaixamento da Série C – em que o Goiás se encontra.
Na última quarta-feira, torcedores fizeram protesto na porta da Serrinha sem violência. Nesta segunda, os portas da Serrinha – e da empresa de Edmo Pinheiro – amanheceram pixadas com os dizeres "Fora Pinheiros".
Novas eleições
Hailé Pinheiro, atual presidente do clube, afirma que não comanda o clube mais a partir de dezembro, quando novas eleições serão realizadas. Da mesma forma, ninguém de sua família entra na disputa. Na sexta-feira da semana passada circulou inclusive a informação de que Paulo Rogério Pinheiro teria entregado o seu título, se desvinculando do clube. Uma das principais pautas da reunião, aliás, é a reformulações do sistema eleitoral do clube.
No formato atual, os sócio-proprietários não têm direito a voto. Um quinto do quadro associativo do clube, ou seja, pelo menos 140 dos mais de 700 membros, tem que votar a favor para que isso aconteça. Encabeça a lista dos favoráveis às mudanças, entre outros, o ex-presidente Raimundo Queiroz, hoje desafeto declarado de Hailé. Cresce também no clube o nome do empresário Flávio Ramos. O conselheiro Ramos, de apenas 30 anos, é empresário do ramo de alimentos e pode ser lançado como uma terceira via.