A Redação
O basquete masculino do Brasil sofreu um golpe duro nestes Jogos Pan-Americanos. A equipe estreou bem no torneio (vitória sobre o Uruguai por 80 a 71), mas foi batida no segundo jogo pelos Estados Unidos. Placar de 88 a 77. Mais que a derrota, pesou a decepção por ter jogado “duas partidas” – uma de ótimo basquete apresentado, outra de puro vexame e apatia. Com a derrota, os brasileiros vão para o confronto de amanhã, diante da República Dominicana na última rodada do Grupo B, com a obrigação de vencer para prosseguir no sonho de medalhas em Guadalajara. Invictos, os americanos já garantiram a sua vaga.
O Brasil dominou a partida durante a maior parte do tempo. Arrasadora, a equipe comandada por Ruben Magnano chegou a abrir 17 pontos de vantagem. O time estadunidense, no entanto, mostrou a razão de ser ainda o país do basquete, mesmo sem suas grandes estrelas. No final do terceiro quarto, os Estados Unidos demonstravam um poder de reação impressionante.
No último período, o Brasil abusou do direito de errar arremessos e a equipe adversária se impôs nos rebotes. Os primeiros pontos brasileiros no último quarto só vieram quando faltavam apenas seis minutos para o término do jogo. Dois pontos brasileiros foram anotados em sete minutos, enquanto os americanos fizeram 20 no mesmo intervalo de tempo. A bola brasileira parou de cair. Nervosa, a equipe se deixou abater pela vibração dos americanos, que batiam no peito e mostravam que queriam jogo.
Uma “contra-reação”, por assim dizer, foi esboçada nos três minutos derradeiros, em lances livres de Vitor Benite (15 pontos na partida) e uma bela cesta de três de Nezinho (16 pontos e seis assistências). Não durou muito. Novos erros do ataque brasileiro e um tumulto envolvendo Marcelinho e o americano Dentmon, que caíram juntos ao chão e trocaram empurrões, terminaram por gastar todo o pouco tempo que ainda restava.
Fim de partida. O Brasil deixou a vitória escapar para uma seleção de jogadores americanos inexpressivos. A equipe base que compareceu a este Pan é formada por atletas da D-League, competição secundária no país, que tem por objetivo revelar novos talentos do esporte.