Quando economizamos energia elétrica, causamos menos impacto não só ao nosso bolso, como também ao meio ambiente. Qualquer tipo de geração elétrica gera um belo estrago – ainda que, em alguma medida, necessário. No caso brasileiro, cuja maior parte vem das usinas hidrelétricas, o que se perde é o curso natural de um rio, as áreas verdes, grutas e, muitas vezes, ocupações humanas – que são obrigadas a se deslocar e nem sempre recebem indenizações justas por isso.
Assim, quanto mais eficientemente utilizamos a eletricidade, mais justificamos todos esses custos. E menos pressionamos pela geração de mais energia. Há diversas maneiras de economizar.
A menos óbvia é a eliminação do consumo dos aparelhos em modo standby. Sabia que ele pode representar, segundo o Inmetro, 15% ou mais do uso de energia em uma residência? E está por toda parte: televisão, DVD, conversor de TV a cabo, aparelho de som, forno de micro-ondas e máquina de lavar roupa. A solução é desligar os equipamentos da tomada sempre que não estiverem em uso. Usar trilhos com interruptor pode facilitar o serviço.
Contudo, também vale a pena considerar o seguinte: os aparelhos perdem vida útil a cada liga-desliga. Assim, se o plano é voltar a ligá-lo em poucos minutos, melhor não desligar.
No Brasil ainda não se dá muita importância ao standby, mas nos EUA e na União Europeia muitos fornecedores já são obrigados a informar o consumo de seus equipamentos, quando nesse modo. Devemos exigir dos nossos fabricantes e importadores a mesma coisa, o que também pode motivá-los a oferecer produtos mais econômicos.
Até o momento, o Inmetro exige apenas que os televisores sejam vendidos com a informação de consumo no modo standby. Mas em janeiro do ano que vem começa a valer a regra para aparelhos de ar condicionado. Os micro-ondas (cujo regulamento passou recentemente por consulta pública) e as máquinas de lavar roupa estão nos trâmites para seguirem o mesmo caminho.