Infinitos compromissos profissionais me levaram a Cavalcante (GO) na última semana. Foi uma correria louca. Saí de Goiânia na quarta (21/3) e já estava na capital na tarde de sexta-feira para uma reunião. A mais completa insanidade encarar mais de 500 quilômetros de estrada de ida e outra leva dessa na volta, sete horas de pista e cruzar aquele quadradinho incômodo para nós goianos que é o Distrito Federal para ficar tão pouco tempo. Inclusive foi por conta dessa sequência que fiquei ausente alguns dias aqui do A Redação – minhas sinceras desculpas a você, leitor. Mesmo com o tempo tão escasso, percebi o quanto Cavalcante é especial e merece a atenção de todos os goianos.
Eu nunca havia estado no município que fica na Chapada dos Veadeiros, cravado na região nordeste do Estado. Já tinha chegado até Alto Paraíso algumas vezes, nem me recordo quantas. Já tinha ido até São Domingos a trabalho outras duas vezes, mas nunca tinha ido a Cavalcante. Percebi o meu vacilo em ter perdido tanto tempo. Não cometa o mesmo erro que eu e agende sua próxima viagem para Cavalcante. Certeza de uma experiência inesquecível.

(Foto: Pablo Kossa)
O município tem a cara, dã…, de uma cidade típica do interior de Goiás. Aquelas casinhas, aquele astral da encarada dos moradores tentando ver quem dirige o carro que não conhecem, aquele comércio com gente sentada na porta… Mas basta subir um pouco o olhar para perceber o diferencial. A natureza que circunda o município é a mais bela comprovação empírica de toda exuberância do cerrado. De tirar o fôlego. E isso porque ainda estamos dentro da cidade. Qualquer circulado de poucos quilômetros de terra longe do núcleo urbano é de cair o queixo. Cachoeiras estonteantes, fauna imponente, flora rica, construções humanas de valor histórico indescritível.
Fiquei hospedado na Pousada Vale das Araras e recomendo o ambiente. Ecologicamente sustentável, o local se destaca por ser agradabilíssimo. Além disso, temos o papo sempre convidativo de Richard, seu proprietário. Dentro da fazenda em que está a pousada, se encontra também uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), com uma belíssima cachoeira que oferece banhos de revigorar até espíritos zombeteiros. Para passeios mais longos, é recomendável a companhia de um guia. A Suçuarana Ecoturismo, do firmeza Maurício, é uma das empresas que podem lhe ajudar.
No meio da correria absurda de trabalho, consegui conhecer apenas a Cachoeira Ave Maria, de contemplação, e a que fica dentro da pousada, no Rio São Bartolomeu. Como vi que os atrativos lá são muitos e variados, já agendei minha volta a Cavalcante. Dessa vez, a turismo e com a família inteira. E a certeza é que voltarei lá muitas outras vezes.