Salvo engano, foi um diretor do Internacional (ou do Grêmio) que, em entrevista sincera como não se deve ser, afirmou que não há tanta notícia como demandam os veículos de imprensa em sua parte esportiva. Concordo com ele. Há páginas e páginas, sites e sites, horas e horas radiofônicas e televisivas para serem preenchidas diariamente. E não acontece tanta coisa assim num treinamento ordinário de terça-feira para a partida de domingo. É a rotina de sempre. Como rotinha não dá manchete, é aí que o bicho pega.
Segundo esse cartola gaúcho, como não há pauta para aquele espaço todo, começam aí os problemas mil. Haja futrica para preencher o espaço. Dá-lhe fofoca para explicar o resultado negativo. E desce mais elogio vazio quando a vitória chega. Como os repórteres setoristas mexem com o ego dos atletas quando eles estão em boa fase… E como afundam qualquer autoestima nas vacas magras. E isso quando o campeonato ainda está ativo. Imagine agora na entressafra? É de lascar.
O que tem de jogador que é dado como “certo” em clubes que seus agentes sequer conversaram, atleta que tem “contrato renovado” mas que não interessa mais aos times e “repatriações” levantadas não está no gibi. Tudo pela falta de assunto. Como eu já disse: férias coletivas para todos jornalistas da área seria bem mais proveitoso. Tanto para os profissionais que não precisariam inventar chifre em cabeça de cavalo quanto para as empresas de comunicação que não teriam que aguentar tanta fofoquinha ocupando seu espaço. Para os leitores, seria a glória eterna. Ser poupado de tanta groselha publicada não tem preço.