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A retomada dos eventos-teste como um possível início do pós-pandemia

06.10.2021 - 07:53:05
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Desde o início da pandemia da Covid-19, em março de 2020, o principal desejo de todos era pela vacina contra o novo coronavírus que, graças à iência, chegou e está possibilitando que todos sejam imunizados e, assim, possamos caminhar rumo a um possível início de pós-pandemia. Com isso, o Governo do Estado de São Paulo anunciou, em agosto, a retomada dos "eventos-teste" tais como congressos, convenções e eventos sociais, uma vez que, pelo menos, 62,87% da população do Estado já havia recebido a primeira dose.
 
Nesse caminho, em maio de 2021, a cidade de Liverpool, na Inglaterra, também realizou um evento-teste: um festival de música com quase 5.000 pessoas, sem a obrigatoriedade da utilização de máscaras ou distanciamento social. E todos os participantes foram testados antes e após o evento, como forma de mensurar se houve contaminação da Covid-19 durante o evento. Neste período de retomada, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor de serviços cresceu 1,7% de maio para junho no país.
 
Impossível não ficar feliz e com os olhos brilhando ao ver este anúncio do Governo do Estado. Essenciais ao meu ver, esses acontecimentos permitem avaliar como retomar o setor sem provocar um novo boom de casos da Covid-19, por se tratar de um grande número de pessoas em um mesmo ambiente.
 
Então fica a questão: "como se adaptar e fornecer os melhores produtos e soluções frente a um cenário, digamos, novo e com tantas adversidades"? Ainda que o fim da pandemia não tenha uma data fixa (desejo que seja logo!), acredito que os maiores desafios no setor são o retorno dos pavilhões de eventos, junto ao controle de acesso às pessoas vacinadas, embalagens individuais e, consequentemente, todo o impacto na cadeia logística de eventos.
 
Precisamos estar alinhados sempre com as principais medidas e alternativas para continuar atravessando este momento com calma e segurança. Seja a área que for – eventos, saúde, hotelaria, serviços – enfrentar uma pandemia significa, do início ao fim, ter muita cautela.
 
Importante entender que o início da pandemia nos causou uma série de mudanças, e adaptar-se à elas era algo imprescindível. Por isso, como empresária e empreendedora do ramo de eventos, por exemplo, nos inserimos, em um primeiro momento, no ambiente virtual, explicando aos clientes que nossas alternativas eram suficientes para que os mesmos permanecessem alcançando grandes resultados ao fim do processo.
 
Além disso, era fundamental que criássemos, e assim fizemos, um novo posicionamento de marca, algo que o cenário pandêmico pedia frente a novos direcionamentos de trabalho. Agora, com o ritmo acelerado de imunização e novos anúncios de flexibilização pelo Governo, é primordial mostrarmos que, com confiança e segurança, nossos clientes e prospects podem confiar em nosso trabalho.
 
E não falo isso somente em nome da minha agência ou pelo setor de eventos. Não! Isso é válido para todos. Precisamos, sempre, pensar no coletivo. Assim como o ato de se imunizar não é somente por você, mas por todos, retomar as atividades econômicas também é um ato coletivo. Não adianta que eu trabalhe, me atualize, fique antenada para entregar as melhores soluções, se eu não pensar no próximo. E isso vale para todos.
 
Se voltarmos à questão do anúncio sobre a retomada dos eventos, é muito importante que os nossos clientes nos vejam perante tal anúncio. Como nos posicionamos perante o mercado, sendo um farol sobre tudo que está acontecendo. Se um evento, neste momento, trará mais resultados de forma híbrida, totalmente presencial ou somente virtual, somente a estruturação e realização para responder corretamente a esta pergunta.
 
O importante é: de forma segura, trabalhe pelos melhores caminhos e chegue aos grandes resultados. Todos merecemos isso!
 
*Mônica Schimenes é fundadora e CEO da MCM Brand Experience, grupo de comunicação integrada com atuação nacional e internacional, comprometido com a performance e responsável com a diversidade e inclusão. 
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por Mônica Schimenes

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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