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A solução inesperada

25.09.2020 - 11:42:19
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Geralmente em uma crise, o mercado imobiliário é o primeiro a sentir. É que, quase sempre, as vendas desse tipo de produto são realizadas a longo prazo e, como as pessoas precisam manter as obrigações financeiras relativas à assistência imediata – tais como alimentação, saúde, educação e outros -, a aquisição de imóveis acaba sofrendo mais nos momentos de crise.
 
Além de, geralmente, ser o primeiro a sentir uma crise, é o último a se recuperar dela, pois as pessoas só voltam a investir em imóveis quando sentem segurança e solidez suficientes para arcarem com tal investimento. Assim aconteceu, por exemplo, na crise econômica e política vivenciada pelo país entre o fim de 2014 e o ano de 2018. Ocorre que o cenário atual vem se desenvolvendo de maneira diferente.
 
O que temos observado na crise econômica, social e de saúde que estamos enfrentando é um mercado imobiliário cada vez mais sólido, resiliente e, extremamente, aquecido.
 
Existem algumas explicações para esse fenômeno. A primeira delas se dá pelo fato de nos encontrarmos em um momento no qual a taxa Selic se estabelece extremamente baixa, o que incentiva a aquisição de empréstimos e consequentemente financiamentos imobiliários. A segunda diz respeito ao efeito reverso provado pela pandemia da Covid 19. Explico: com a taxa Selic baixa e as aplicações financeiras pouco rentabilizando, aliado ao temor de parte da população de interferência estatal nas aplicações financeiras dos cidadãos, o investimento em imóveis passou a ser uma excelente opção para quem quer segurança no investimento e tranquilidade em ter realizado uma boa aplicação financeira, sem riscos e oscilações, no pós-pandemia.
 
Assim, esse bem tão precioso e sonho de inúmeras famílias brasileiras, já que a maioria da população adquire durante toda sua vida um único imóvel, vem ganhando mais força. Aos poucos, o setor imobiliário vem mostrando ser um dos principais setores no enfrentamento da crise que atualmente vivemos. Vejo aí, nesse segmento, pelo menos 5 anos de grande fluxo e picos cada vez maiores de vendas.
 
*Diego Amaral é advogado, conselheiro da OAB-GO, presidente da Comissão de Direito Imobiliário e Urbanístico da OAB-GO, e conselheiro Jurídico da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
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por Diego Amaral

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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