O humorista Bruno Mazzeo amargou o ódio dos tuiteiros nessa última terça-feira.
Após soltar a infeliz frase “Twitter é um erro. Pessoas inteligentes não usam” o humorista acabou chamando a si mesmo do desrespeitoso adjetivo, já que até dezembro de 2011 mantinha uma conta ativa no microblog. O humorista e ator também não poupou seus “concorrentes” e soltou alfinetadas contra o polêmico Rafinha Bastos “O Rafinha Bastos praticamente inventou o humor, né? Ele dá entrevistas sobre o humor como se não existisse o gênero antes dele. Só que faz um programa que não chegou a um ponto no ibope.”
A frase infame desta vez foi tema de inúmeras reações revoltadas no microblog.
Bruno Mazzeo fala da galera do Twitter mas tem um filme chamado “E aí, comeu?”. De fato muito inteligente, Bruno. Parabéns.
— Dani Daniela (@Danni_Lusa) julho 10, 2012
1. Prezado Bruno Mazzeo: pessoas inteligentes não USAM o Twitter. Pessoas inteligentes SÃO o Twitter.
— rosana hermann ? (@rosana) julho 10, 2012
Bruno Mazzeo diz que pessoas inteligentes não usam o Twitter, porém ele foi um dos primeiros a usar, quer dizer q ele é um dos mais burros?
— O Melhor do Mundo (@m3lhor) julho 10, 2012
Se analisarmos algumas das palavras que definem inteligência, com certeza poderemos em algum momento concordar com o Bruno Mazzeo, mas não sobre o uso do microblog, mas sim contextualizando com a vida. Expostos a tantas opiniões e julgamentos sobre tudo e todos, é óbvio que em algum momento a nossa abstração e juizo “trombam” com o que realmente é e com o que os outros acham, julgam, definem e defendem que é.
Ser inteligente é pensar como pensa a maioria ou ter o poder de decidir por si mesmo? E afinal, o que é ser inteligente? É ter a crítica mais afiada? Ser o troll mais ácido e rápido?
O humorista limitou a capacidade do ser humano ao rotular de “burros” os que são adeptos do Twitter, mas nós também limitamos nossa capacidade mental quando tornamos essa ou qualquer rede social, (ou até mesmo pessoas) como os sóis de nossas vidas, sem os quais, o dia não acontece e nosso cérebro não entra em ação.