Há mais de quatro meses não vemos uma gota de chuva em Goiânia. E é justamente em plena seca, quando a vazão dos córregos e rios em Goiás diminui, que consumimos mais água em nossas casas. Segundo a Saneago, companhia de saneamento do Estado, a demanda cresceu em 30% nos últimos dias. Em alguns bairros da capital e em outras cidades, falta água. As justificativas, geralmente, vazam pela tangente.
Campanha para economizar, pra não dizer que nunca ouvi falar, digo que são fraquinhas. No sentido de não terem peso, não repercutirem e, em suma, não surtirem nenhum efeito. Já vi, nem me lembro onde, nem muito menos quando. Afinal, por quantas calçadas não assistimos, todos os dias (inclusive os de seca!), uns desinformados “varrendo” a calçada com a mangueira? Ou com as super na moda lavadoras de alta pressão?
Que tal começarmos a economizar agora? Em grande parte, gastar menos água para as nossas necessidades diárias não exige mais do que uma mudança de hábito. Como toda mudança, representa romper uma barreira importantíssima, mas perfeitamente transponível: a inércia.
Medida nº 1: Os habitantes de Goiânia, essa cidade com mais carros per capita do país, podem começar fazendo o favor de lavarem menos o carro. Até porque ele estará empoeirado assim que sair do lavajato (ou melhor, da praça). No primeiro vento, típico desse tempo árido. Que tal uma vez por mês, apenas? Só pra começar.
Medida nº 2: Em um banho de 15 minutos, lá se vão 135 litros de água. Uma das formas mais fáceis de economizar no banheiro é desligando o chuveiro durante o ato do ensaboamento. Eu sei, eu sei, a gente acaba perdendo um pouco do conforto desse momento relax tão importante. Mas é por uma boa causa, juro! O consumo pode cair a menos de 50 litros.
Medida nº 3: Não é nem preciso lembrar que a regra da torneira fechada ao escovar os dentes ou barbear continua valendo, né? Até uma criança de 6 meses de idade sabe disso.
Medida nº 4: Bebemos muita água nesses dias quentes e secos, certo? Evitar copos descartáveis é a primeira boa ação que podemos fazer. Sua fabricação também utilizou água, e é um baita desperdício que em poucos segundos o utensílio passe de copo a lixo. Usar um só copo de vidro ou cerâmica, de preferência durante todo o dia, também economiza. São necessários dois copos de água para lavar um copo sujo.
Medida nº 5: Pra mim, lavar a calçada com a mangueira deveria ser proibido. O uso da mangueira por 15 minutos chega a consumir mais de 280 litros, segundo a estimativa usada pela Sabesp (empresa de saneamento paulista). É mais do que o volume recomendado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como ideal, por dia, para uma pessoa: 110 litros. E essas lavadoras de alta pressão que viraram moda? Em meia hora, se esvaem quase 200 litros de água. Se não muito mais, a depender do modelo. Topa voltar ao bom e velho balde, acompanhado dos amigos vassoura e rodo?
Pronto. Com essas cinco mudanças simples cada um de nós economiza, a cada dia, muitos litros de água. Imagine então no fim de um mês, de um ano, de uma vida?