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São Paulo – Nos
últimos dez anos as condições de vida do brasileiro, inegavelmente, melhoraram
muito. Essa mudança na verdade se iniciou na gestão FHC, tanto porque é preciso
ter estabilidade econômica para se ter, no momento dois, alguma melhora do
quadro social. Mas cabe a Lula o crédito pelas inúmeras formas de ampliação da
distribuição da renda no Brasil. Bolsa Família, Bolsa Estudo e outras formas de
benefícios deram acesso a coisas antes inimagináveis a parcela significativa da
população brasileira. Na média, e faço sempre essa pergunta às pessoas, todo
mundo acha que a vida melhorou. A despeito de tudo isso, a situação ainda está
longe de ser considerada normal. Não dá definitivamente para colocar a cabeça
no travesseiro e dormir sabendo que a renda mensal de metade da população é de
R$ 426,00.
Os dados do Censo mais recente, realizado em 2010, divulgado
esta semana pelo IBGE, deveriam envergonhar a todos os brasileiros. Sobretudo
se pensarmos que apenas 1% dos quase 200 milhões de pessoas ganha por mês acima
de 15 mil reais. A pesquisa chega ao ponto de chamar os 10% mais “ricos”
aqueles com renda de R$ 5.345. Por isso, talvez o Índice de Desenvolvimento
Humano (IDH) deste ano colocou o Brasil subindo apenas uma posição, para
desagrado de Lula, externado publicamente. É preciso que entendamos que muito
foi feito, mas há uma grande jornada a ser cumprida.
A pesquisa do Censo mostra enormes deficiências em termos de
atendimento dos Correios, de acesso à iluminação pública e saneamento básico.
Todos os índices são uma vergonha, próximos de países em condições muito piores
que as do Brasil. Acontece que a imagem que vendemos é bem diferente dessa.
Pelos índices reais fica claro que a distribuição de renda deve ser mantida,
que é preciso criar muitos mais postos de trabalho no Brasil, que há um enorme
abismo entre a chamada economia formal e a informal. Se você considerar todos
os aspectos verá que ainda estamos longe do ideal e que o desemprego não está
apenas em torno de 7%, como dizem oficialmente as autoridades.
Por isso, neste momento em que conhecemos esses números, a
classe política deveria botar a mão na consciência e pensar no que tem sido o
destaque do nosso noticiário: os altos índices de favorecimento e a corrupção.
Se o Brasil acabar ou reduzir esses números irá fazer muito mais escolas,
hospitais, dará maior segurança e emprego a todos os brasileiros. A economia
por si irá crescer e os índices sociais serão melhorados num ciclo virtuoso sem
precedentes.
Como é possível a alguém andar de jatinho pra lá e pra cá,
desviar dinheiro de crianças que deveriam estar fazendo lição ou praticando
esporte e ainda sair ileso. No Brasil, essa bandalha perde o cargo e todo mundo
se dá por satisfeito. Os processos cessam, ninguém é punido, nem sequer
devolvem o que claramente se evidenciou como corrupção e roubo do dinheiro
público. Me desculpe presidenta Dilma, mas é preciso que haja uma ordem de cima
determinando a sequência sem receios ou titubeios das investigações sobre essas
figuras, incluindo suas ramificações e laços de interesse. Não cabe apenas
tirar a cadeira do corrupto defenestrado. O Brasil precisa pensar mais nisso e
a população precisa cobrar mais, já que não é possível que nas próximas
pesquisas a gente continue olhando os números e apenas lamentando.