A Redação
Goiânia –
Dizer sim à geração de empregos, à desburocratização e, sobretudo, à continuidade das operações das indústrias que escolheram Goiás para se instalar e contribuir com o desenvolvimento econômico do Estado. Esse foi o tom do debate realizado na Câmara Municipal de Anápolis, na manhã desta quarta-feira (10/4), com presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, do prefeito Roberto Naves e lideranças empresariais da cidade. Na oportunidade, Sandro Mabel apresentou o planejamento da instituição para o quadriênio 2019-2022 e buscou o apoio dos parlamentares para a aprovação de relevantes matérias ao desenvolvimento do município.
Entre os eixos prioritários que vão guiar a atuação da Fieg, em Anápolis, estão: garantir incentivos fiscais, operacionalizar a plataforma logística, desburocratizar processos e implantar o polo da indústria de defesa e segurança. Segundo o presidente da entidade, a Fieg, por meio do Comdefesa, e a Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia) já vêm articulando a implantação do Polo Industrial de Defesa no município, além do Parque Tecnológico nas dependências do Centro de Convenções, junto ao Governo de Goiás. A projeção, conforme analisou, é que caso haja a consolidação do polo, 40 novas empresas devem se instalar no município nos próximos cinco anos.
O presidente da Fieg afirmou que, como empresário em Anápolis (ele tem investimento em uma fábrica de pimenta no Daia), entende a necessidade do município ser mais dinâmico na atração de investimentos e citou que a Federação quer dar sua colaboração, por meio da capacitação profissional e da melhoria do ambiente de negócios. Sandro Mabel destacou, ainda, a necessidade de se garantir incentivos fiscais para atrair investimentos para o Distrito Agro Industrial de Anápolis; de retomar terrenos no Daia que estão com empresas que não constroem; e da criação de um núcleo simplificado de negócios.
"Instalou-se uma guerra com relação aos incentivos fiscais. Não podemos assustar as empresas, mas sim atraí-las para investir no Estado", ressaltou o presidente da Fieg.
O prefeito de Anápolis, Roberto Naves, também demonstrou preocupação com o debate e conclamou os deputados estaduais Amilton Filho e Coronel Adailton, presentes na sessão, a defenderem a bandeira na Assembleia Legislativa e também junto ao governo estadual. Segundo o prefeito, já há um movimento do Grupo Caoa para paralisar o investimento da nova montadora, a chinesa Chery, na planta localizada em Anápolis. A motivação estaria diretamente ligada à instalação, pela Assembleia Legislativa, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a concessão de incentivos fiscais.
Roberto Naves alertou os deputados, sobretudo, os representantes de Anápolis, para o risco que representaria essa retração de investimentos da Caoa e até, possivelmente, sua saída. "Outros Estados já sentiram essa fragilidade e estão assediando empresas instaladas em Goiás. Se a gente vender a ideia que não tem segurança jurídica pra se investir e não mantivermos os incentivos, por que uma indústria vai instalar no Estado?", questionou Naves.