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AR vital

23.07.2021 - 07:30:52
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A permanência e avanço do jornal A Redação são incontestáveis. E não apenas tecnologicamente falando, pois o jornalismo não é digital e jamais será, a mídia sim. O jornalismo é o mesmo desde sempre, e a cada momento tem que provar se é bom ou ruim, independentemente do seu meio. 
 
Temos bons antepassados. A imprensa chegou a Goiás livre e desprovida de censura, muito embora na lentidão de um carro de boi. Hoje, ela segue os passos deixados pelo Comendador Joaquim Alves de Oliveira, seu pioneiro, sem mais precisar das pesadas rotativas e sem depender da lentidão da distribuição.
 
Já dizia Nietzsche que o jornal é a reza do homem moderno. Sartre também passou por aí, ao afirmar que o inferno, contra o qual modernamente rezamos, são os outros, que não os leitores. 
 
No caso do AR, a mídia exclusiva que ele abraça é instantânea e o jornalismo que faz é o que deixa a impressão para o leitor. O seu papel não é outro que o de fazer bem.
 
É um jornal cerratense e ao mesmo tempo global, desde o átimo de segundo em que é feito. Surgiu assim como surgem os insights na vida da gente. Veio relampeando para clarear a noite de parcos vagalumes que somos nós, os leitores, aqueles mais exigentes de ideias se alimentando ao adentrar seu portal. 
 
E como a noite se faz ainda mais escura, com o país sendo rebaixado para caso de delegacia e de botequim, é preciso o AR ir se refazendo a cada dia e injetar-se onde menos se espera, que é como se acostumou em seus 10 anos já de editoriais, reportagens e artigos dando cabeça ao corpo de notas e notícias que se esparramam midiaticamente. 
 
E em sendo assim, o AR não poderia deixar de estar ao lado da cultura ou de ser a própria cultura na sua maneira diferenciada dos noticiosos em geral. Assim é que ele responde à sociedade em que atua: presente, proativo, criativa e afirmativamente. 
 
E já que o mundo se complicou, fazer bom jornalismo ficou algo necessário e extremamente vital, imprescindível à vida do pensamento. Para entender que a resposta é mais embaixo. Porque não queremos apenas saber de onde viemos e por que estamos aqui. Mas saber onde se divertir. Aonde estudar. Aonde morar. Aonde trabalhar. Em quem confiar.
 
Apreciar e promover a arte e a cultura – e a beleza intrínseca a elas, é uma questão não mais somente de inteligência e sensibilidade, mas também de sobrevivência. 
 
E se a história da vida e a história humana têm uma direção, um sentido, então, a cada dia que passa, de forma cada vez mais diferenciada e gratificante (vi)veremos o mundo por meio do conteúdo e da sua comunicação. 
 
Somos cidadãos leitores e fazedores não apenas ávidos por mudanças, mas somos também os próprios agentes dela. Em qualquer lado em que se atua, no meio do caminho tem a cultura. E é preciso ter quem a entenda e a reporte.
 
*Px Silveira é gestor cultural privado
 
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por Px Silveira

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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