Várias pessoas têm me perguntado se a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) respondeu ou não a minha carta. Postada no dia 16 de fevereiro, a correspondência solicita um documento da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (Sbau), mencionado pelo presidente Luciano Henrique de Castro, que demonstraria uma auditagem sobre a contagem de árvores nas vias públicas de Goiânia. Mais detalhes aqui.
Como mandei com Aviso de Recebimento (AR), já há vários dias os Correios me entregaram o comprovante: a carta chegou à Comurg no dia 23 de fevereiro.
Na terça da semana retrasada, dia 28/02, me ligaram da assessoria de imprensa do órgão. A assessora afirmou que quem passara a informação sobre a auditagem da Sbau para a Comurg, fora o antigo presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), Clarismino Luiz Pereira Júnior. E que eu poderia entrar em contato com ele pra obter o documento.
Expliquei que não, que minha comunicação havia se estabelecido com a Comurg (o que começou por uma troca de cartas no jornal O Popular) e que gostaria de receber a resposta da própria Comurg. E que, além disso, Clarismino não está mais na Amma.
A assessora então respondeu que tudo bem, que iria averiguar e me passar a informação. Mas perguntou: por que você quer esse documento? Onde você trabalha?
Resposta: na Redação. Quero apenas ter essa informação.
Ela achou estranho, insistiu na pergunta e eu, na resposta. Expliquei que faço frilas pra outros veículos e que não necessariamente usarei o documento para uma reportagem ou coluna de qualquer um deles, mas que costumo sim escrever sobre árvores na Redação. A assessora achou que eu estava sendo hostil, mas não sei que segredo há em passar um documento de um órgão público para uma jornalista e cidadã – como me apresentei na carta.
Vinte dias depois de a Comurg receber a carta, a resposta ainda não chegou. Será que é por que o documento da Sbau, na realidade, não existe?