A Redação
Os bancários de Goiás decidiram, na noite desta segunda-feira (17/10), durante assembleia da categoria, acabar com o movimento de greve, que já durava 21 dias. Eles aceitaram proposta da Federação Nacional de Bancos (Fenaban) e devem retornar ao trabalho nesta terça-feira (18/10).
De acordo com a Fenaban, os bancários terão reajuste salarial de 9% (aumento real de 1,5%) e valorização do piso da categoria em 12%, que passa para R$ 1.400 mil (aumento real de 4,3%). Também contarão com melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com aumento da parcela fixa da regra básica para R$ 1.400 (reajuste de 27,2%), e do teto da parcela adicional para R$ 2.800 mil (reajuste de 16,7%).
Segundo a federação, os outros benefícios ficam reajustados da seguinte forma: o auxílio refeição sobe para R$19,78 por dia; a cesta alimentação passa para R$ 339,08 por mês, além da 13ª cesta no mesmo valor. O auxílio creche mensal é de R$ 284,85 por filho de até 6 anos.
As propostas específicas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal apresentam melhorias para os bancários, envolvendo questões de carreira e condições de trabalho. Também incluem avanços sociais. Há uma nova cláusula que proíbe a divulgação de rankings individuais dos funcionários, o que seria uma tentativa de frear a cobrança de metas consideradas abusivas. Segundo divulgado, os bancos devem, ainda, restringe o transporte de numerário aos vigilantes, conforme estabelece a legislação.
Os dias parados serão compensados até 15 de dezembro no limite de duas horas diárias. Após essa data o saldo devedor será anistiado. A greve começou no dia 27 de setembro e chegou a paralisar 9.254 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal.