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Brasília – Os bancários em greve tentam estender o movimento
para os serviços de informática e de teleatendimento dos bancos. A ideia é
fazer com que os trabalhadores de centros técnicos de atendimento telefônico e
informática também paralisem os trabalhos.
Ontem (6), foram registradas interrupções no atendimento via
internet no Itaú-Unibanco. O presidente da Confederação Nacional dos
Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro, atribui as
interrupções à greve, mas o banco nega.
“O Itaú confirma a intermitência ocorrida no Internet 30
horas. Não há relação desse fato com o período de negociação salarial da
categoria dos bancários. O problema já foi solucionado”, diz o banco, em nota.
De acordo com Cordeiro, a greve, que está no 11º dia, atinge
mais de 8,7 mil das 20,073 agência de todo o país.
Cordeiro diz ainda que os bancos não deram resposta à carta
enviada na última terça-feira (4). “Enviamos carta solicitando nova rodada de
negociação e os bancos sequer responderam. O silêncio está levando ao aumento
da greve”, diz Cordeiro. O presidente da Contraf enfatizou ainda que a greve
não é “contra a população, é contra os bancos”.
Em nota, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço da
Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) dedicado a negociações trabalhistas,
disse que não há qualquer paralisação de área estratégica dos bancos e que a
negociação com os bancários permanece. “A Fenaban fez duas propostas completas visando
acordo com os bancários e colocou-se à disposição do movimento sindical para
tratar de eventuais acertos que fossem necessários. Portanto, não há razão para
que a federação apresente nova contraproposta como querem os sindicalistas. O
que se espera, agora, é que sejam discutidos os ajustes que levem ao acordo”,
diz a nota.
Segundo a Contraf, os bancários entraram em greve no dia 27
de setembro, por tempo indeterminado, depois de rejeitarem a proposta de
reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, o que significa
0,56% de aumento real.
Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8%, que
representa aumento real de 5% mais inflação do período. A categoria quer também
valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais
contratações, extinção da rotatividade, fim das metas consideradas abusivas,
combate ao assédio moral, mais segurança, entre outras reivindicações.
(Agência Brasil)