O Banco Central (BC) já tinha indícios de irregularidades no Panamericano quando aprovou a venda de parte do banco para a Caixa
O BC diz que a autorização só foi dada em novembro daquele ano, quando as investigações já tinham confirmado as fraudes contábeis e o então controlador do banco, Silvio Santos, aceitara tomar um empréstimo para cobrir o rombo e, assim, manter o Panamericano funcionando.
Documentos internos do BC anexados aos processos que apuram as fraudes de R$ 4,3 bilhões no banco mostram que os técnicos da instituição começaram a desconfiar do Panamericano em maio. Em julho, os inspetores investigavam uma diferença de R$ 4 bilhões na contabilização de carteiras de crédito cedidas para outras instituições financeiras. Foi justamente nesse tipo de operação que se concentraram as fraudes que quebraram o banco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Agência Estado)