Logo

Brasil cai em ranking de atração de investimentos em 2013

29.01.2014 - 14:06:40
WhatsAppFacebookLinkedInX

São Paulo – O Brasil segue um caminho inverso ao que foi registrado pelos demais mercados emergentes, cai no ranking dos destinos para investimentos em 2013 e, neste ano, pode sofrer uma nova contração por causa do impacto das eleições presidenciais. O alerta é da ONU, que, na terça-feira (28/1), publicou um informe sobre investimentos no mundo em 2013.

Segundo dados da entidade, o fluxo internacional de investimentos voltou à média dos anos pré-crise, ainda que o pico de US$ 2 trilhões atingido em 2007 esteja distante de ser atingido. Em 2013, o volume total foi de US$ 1,4 trilhão. No ponto mais baixo da crise, em 2009, o volume foi de US$ 1,2 trilhão. Já a economia brasileira recebeu 4% menos de investimentos em comparação com 2012, enquanto o fluxo mundial aumentou em 11%. Entre os emergentes, a alta foi de 6%, abaixo da média e já indicando que a desaceleração dessas economias poderia afetar sua capacidade de captar investimentos.

O resultado foi a queda da posição do Brasil de quinto maior destino de investimentos para sétimo lugar. Em 2013, o Brasil recebeu um total de US$ 63 bilhões em investimentos. Rússia e Canadá ultrapassaram o País. Um detalhamento dos dados, porém, mostra que multinacionais promoveram uma redução significativa na aquisição de empresas brasileiras. Em 2012, elas haviam gasto US$ 17 bilhões.

Em 2013, esse volume caiu para US$ 9 bilhões. A compra de ações por empresas estrangeiras também caiu, de US$ 52 bilhões para US$ 40 bilhões. O único item que registrou alta foi o que mede o fluxo de empréstimos de uma matriz para uma filial no Brasil, passando de US$ 12 bilhões para US$ 18 bilhões. Para 2014, a previsão da ONU é de que a expansão de investimentos para alguns emergentes pode sofrer uma desaceleração.

Multinacionais
Segundo James Zhan, chefe da divisão de Investimentos da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o motivo seria a eleição. "Algumas multinacionais podem adotar uma estratégia de esperar e ver antes de realizar um investimento importante", disse Zhan. Além do Brasil, economias emergentes consideradas estratégicas também passam por eleições: Turquia, África do Sul, índia e Indonésia. "Existe o risco de uma desaceleração nos investimentos", afirmou Zhan.

Segundo ele, o que também pode afetar o fluxo em 2014 é uma mudança na política monetária nos EUA, reduzindo a liquidez nos emergentes e atraindo capital de volta para o mercado americano. Zhan evita fazer uma projeção sobre o que pode ser o volume de investimentos no Brasil em 2014. Mas diz que o País tem sido "muito turbulento" na variação dos fluxos. "É difícil prever", indicou.

O fluxo para o Brasil vai em sentido contrário ao crescimento de investimentos para a América Latina. Em 2013, o aumento foi de 18%, acima da média mundial e puxada principalmente pelo México. Mas países que atraem investimentos no setor de commodities foram afetados pelo fim no boom dos preços de minérios e de outros produtos primários.

Mas, para os próximos dois anos, a ONU prevê uma desaceleração da expansão dos investimentos aos emergentes. "A imprevisibilidade em alguns mercados emergentes pode afetar, assim como mudanças nas políticas nos EUA." Para 2014 e 2015, o volume global de investimentos deve crescer para US$ 1,6 trilhão e US$ 1,8 trilhão. Mas o motor será o mercado de países ricos, em recuperação.

Novo mapa
Apesar da desaceleração dos emergentes em 2013 e de uma previsão sombria para 2014, a ONU revela que os cinco anos de crise transformaram o mapa dos investimentos no mundo. Segundo os dados da ONU, pela primeira vez o fluxo de investimentos para a América Latina se equiparou a tudo o que a Europa recebe, cerca de US$ 300 bilhões. O Velho Continente foi por décadas o maior recipiente de investimentos no mundo.

Outra constatação da ONU é de que nunca a proporção de investimentos para os países ricos foi tão baixa quanto em 2013. De cada US$ 10 investidos no mundo, apenas US$ 4 foram para os mercados desenvolvidos. Para os emergentes, foram cerca de US$ 759 bilhões em 2013 e parte significativa foi para a Ásia. Ásia, Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e o Mercosul dobraram sua participação no volume total de investimentos no mundo em comparação com os dados registrados antes da crise de 2008.

A economia americana ainda é a maior recipiente, com US$ 159 bilhões. Mas os Brics já representam 20% dos investimentos. O Mercosul representa 6% dos investimentos mundiais. (Agência Estado)

compartilhar
WhatsAppFacebookLinkedInX
por Adriana Marinelli

*

Postagens Relacionadas
negócios
27.02.2026
Unimed Goiânia transforma corretora própria em pilar estratégico da gestão comercial

A Redação Goiânia – Com objetivo de alinhar crescimento, qualidade e sustentabilidade em um único modelo de gestão, a Unimed Goiânia transformou sua corretora própria em um dos principais ativos estratégicos da cooperativa. O resultado, segundo a empresa foi um modelo de venda personalizada e segura, orientado à ampliação do número de beneficiários e à garantia de […]

Economia
27.02.2026
Agronegócio goiano conecta produção à sustentabilidade e assegura economia pujante ao Brasil

Ludymila Siqueira Goiânia – Em uma viagem no tempo, quando se falava em passar um fim de semana na roça, era automaticamente lido como se desligar da cidade grande e viver a calmaria da natureza, dos animais, da vida pacata. As músicas estavam somente no rádio. Sinal de celular? Era para poucos. O acesso à […]

ECONOMIA
26.02.2026
Concred reforça importância do cooperativismo de crédito goiano

A Redação Goiânia – A realização em Goiânia do Concred, maior congresso de cooperativismo de crédito do mundo, de 26 a 28 de agosto deste ano, no Centro de Convenções da PUC, consolida a força do setor em Goiás. O lançamento da 16º edição do evento, realizado nesta quinta-feira (26/2), na sede do Sistema OCB/GO, reuniu […]

Negócios
25.02.2026
Mabel destaca ambiente de negócios e empreendedorismo durante Caravana Sudeco em Goiânia

A Redação Goiânia – O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, participou da Caravana Sudeco Goiânia 2026, no Jardim Guanabara, nesta quarta-feira (25/2). Durante o evento, ele destacou o ambiente de negócios no bairro, além de celebrar o empreendedorismo na capital. “Nós fizemos um grande esforço para que este evento viesse para a região e oferecer […]

Negócios
24.02.2026
CNI reúne lideranças e estabelece prioridades da indústria no Congresso para 2026

A Redação Goiânia – O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, participou da 1ª Reunião da Diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta terça-feira (24/2), em Brasília. O encontro abriu o calendário institucional de 2026 e reuniu dirigentes industriais para definir a agenda legislativa prioritária do setor no […]

Negócios
21.02.2026
Equiplex comemora 40 anos em nova fase de transformação estratégica

A Redação Goiânia – A EQUIPLEX Indústria Farmacêutica completa 40 anos de uma trajetória marcada por expansão e crescimento contínuos, investimentos industriais e em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I), neste sábado (21/2). Com essa estratégia, a empresa goiana destacou-se como protagonista no mercado nacional de medicamentos injetáveis. Fundada em Goiânia e hoje sediada em Aparecida […]

Economia
21.02.2026
Caravana Sudeco oferta serviços, crédito e orienta empreendedores em Goiânia

A Redação Goiânia – A Prefeitura de Goiânia realiza na próxima quarta-feira (25/2) a Caravana Sudeco Goiânia 2026, com oferta de serviços públicos, acesso a crédito, capacitação e orientação técnica para empreendedores e para a população em geral. A ação ocorre das 9h às 17h, no Galpão Multiuso do Jardim Guanabara. O evento é promovido em […]

Negócios
20.02.2026
Goiás é escolhido para receber modelo nacional de incubação de startups

A Redação Goiânia – O estado de Goiás passa a integrar oficialmente a estratégia de expansão da Rede MIDIHUB, modelo nacional de incubação de startups criado em Santa Catarina e reconhecido como um dos mais estruturados do país. A operação no estado será conduzida pelo HUB Cerrado, em Goiânia, que passa a integrar a rede […]