A Redação
Rio de Janeiro –
Sete candidatos à Presidência da República participam na noite desta quinta-feira (2/10) do último debate na TV antes das eleições deste domingo (5/10). O evento promovido pela TV Globo envolve os candidatos Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB), Marina Silva (PSB), Luciana Genro (Psol), Levi Fidélix (PRTB), Eduardo Jorge (PV) e Pastor Everaldo (PSC).No primeiro bloco, os temas corrupção e homofobia predominaram. Luciana Genro fez a primeira pergunta a Dilma sobre os recentes escândalos de corrupção em seu governo. Antes, a candidata do Psol criticou a TV Globo e observou que só conseguiu participar do debate por decisão judicial.
Corrupção
Dilma defendeu-se dizendo que combateu a corrupção em seu governo e que demitiu da Petrobras o diretor Paulo Roberto Costa, que foi preso na operação Lava Jato e fez acordo de delação premiada com o Ministério Público. Genro disse que os esqemas de corrupção do PT sustentam a elite do País.
Logo em seguida, Pastor Everaldo perguntou a Aécio sobre a recente denúncia de que o PT teria se beneficiado dos Correios em Minas Gerais para se beneficiar na campanha. O candidato tucano falou em aparelhamento das estatais e do mau uso dos recursos das empresas públicas durante o governo Dilma.
Aécio fez a terceira pergunta e, a Marina, quis saber como seria sua proposta de nova política se a candidata esteve no PT durante 12 anos e não se afastou do partido após o escândalo do mensalão. A candidata do PSB disse que o partido tucano adotou a mesma prática do mensalão em Minas Gerais e alegou que há pessoas boas em todos os partido, por isso seguiu no PT.
Em sua réplica, Aécio observou que, quando ministra, nomeou correligionários derrotados sob sua gestão. "Essa é a mais velha prática política, trazer para seu governo políticos demitidos pelo voto", disse o tucano.
Homofobia
O momento mais tenso ocorreu ao final do primeiro bloco, quando Eduardo Jorge propôs a Fidelix que o candidato se desculpasse por sua manifestação homofóbica durante o debate da Rede Record, no domingo (28/9). O candidato do PRTB foi ríspido em suas respostas: "o senhor não tem moral pra me dizer isso. O senhor defende o uso da maconha."
Eduardo disse que a justiça iria definir se o comportamento do adversário foi ou não criminoso, já que o PV entrou na justiça contra o canidato. Criticado novamente por não pedir desculpas aos homossexuais, Fidelix foi mais ríspido: "me envergonha você, cara! Vire sua boca pra lá!".
Fidelix fez a última pergunta do bloco a Luciana Genro e, inevitavelmente, o tema homofobia voltou ao debate e o candidato do PRTB voltou a ser criticado.
Confira a seguir a cobertura completa do debate no jornal A Redação.