A Redação
Goiânia – O Governo de Goiás lança o programa Rota Turística Comercial do Estado, que prevê a construção de outlets em quatro municípios para estimulas o comércio e fortalecer o mercado interno goiano. Conforme a Companhia de Desenvolvimento Econômico (Codego) o investimento é de R$ 8 milhões para as construções.
Conforme a gestão estadual, a estimativa é criar cerca de 400 empregos diretos. Para a implementação do projeto, a Companhia abriu chamamento público para credenciar as Prefeituras interessadas. Os municípios têm até o dia 30 de agosto para se inscrever.
O foco é unir em uma rota o turismo cultural e de lazer com o de negócios para agregar valor aos produtos fabricados pelos municípios goianos e criar um ambiente favorável para o crescimento. Por isso, a seleção ocorrerá dentro de um trabalho conjunto entre a Companhia e a Goiás Turismo, que levará em conta as cidades que tenham como vertente econômica a produção e a venda de bens de consumo.
O presidente da Codego, Renato de Castro, explica que a instalação dos centros comerciais auxiliará na geração de postos de trabalho, na atração e criação de novos empreendimentos e setores econômicos, na arrecadação de impostos, redução do trabalho informal e na formalização das empresas. “O projeto Rota Turística Comercial de Goiás tem como foco desenvolver as regiões em várias frentes, tornando os municípios mais atrativos para os investidores dos diversos segmentos e também para consumidores e turistas”, destaca.
Segundo o Governo de Goiás, técnicos da Companhia levaram em consideração, na preparação da proposta, estudos econômicos, como os da Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Banco Bradesco e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontam o comércio varejista como um dos principais segmentos responsáveis pela retomada econômica recente no País, muito em função do e-commerce, que também será incentivado e difundido entre os outlets em Goiás.
Critérios
Para a expansão comercial, o chamamento público levará em consideração alguns critérios, como: localização, potencial econômico e de regularização de empregos e empresas informais, além do efeito multiplicador do emprego.
A Codego investirá R$ 2 milhões na construção de cada um dos quatro outlets, totalizando R$ 8 milhões em aportes. E o prazo para a execução das obras, após a seleção das cidades, será de 18 meses.
Como contrapartida, os municípios deverão disponibilizar o terreno com no mínimo 3.000 metros quadrados para abrigar pelo menos 35 lojas, além do aporte de 5% do total investido pela Companhia e capacitação dos trabalhadores em plataformas de vendas on-line.
Quando estiverem em funcionamento, os empreendimentos serão administrados pelas Prefeituras, que serão responsáveis pela manutenção e instalação das empresas interessadas.
Desenvolvimento
O presidente da Codego, Renato de Castro, defende que as possibilidades que podem ser criadas pela Companhia são inúmeras e podem ir além dos distritos agroindustriais. Como consta no estatuto social da empresa pública, “a Companhia tem como objetivo social promover o desenvolvimento econômico, mediante o desempenho de atividades de fomento para incremento da economia, geração de emprego e renda e preservação do meio ambiente, com a contratação, execução e administração de projeto, obra, serviço ou empreendimento, em imóveis de sua propriedade ou de terceiros, que atendam ao objetivo de desenvolvimento do Estado”, disse.