Gabriela Lima
Reunir a cozinha de diversos países em um só lugar, mas com um ingrediente que faz toda a diferença: a emoção. Essa é a proposta da premiada chef goiana Emiliana Azambuja. Quando voltou a morar em Goiânia, após uma temporada em Itacaré (sul da Bahia), a comandante do buffet Atelier Gastronômico decidiu que era hora de montar um restaurante. Há seis meses ela abriu o Emi Cozinha Emocional e trouxe para Capital um novo conceito em alimentação.
Para quem se assusta ao ver a nova opção ao lado dos rótulos tradicionais como cozinha italiana, francesa, asiática ou regional, Emiliana, que fez cursos mundo afora para aperfeiçoar sua arte, explica: "É a minha versão emocional de cada uma dessas comidas". Ela conta que bebe em todas as fontes, gosta de todos esses estilos e não tinha como optar por apenas um.
Se os ares baianos a fazem lembrar da Tailândia, por que não juntar curry e peixe, mesclar Tai com Bahia e montar um prato que remete a essa sensação? Apaixonada por moquecas, elaborou versões mais lights, com azeite de dendê e água de coco.
Aí vai uma pitada italiana aqui, outra goiana alí e temos um delicioso molho pesto com baru, a castanha típica do cerrado em vez de nozes. Uma receita espanhola clássica de frango vai bem com um molho de pequi. Há quem diga que o risoto de palmito pupunha (da região amazônica), com fundo de alcachofra, queijo meio curado e cebolinha é im-per-dí-vel.
Bonito e saudável
Todo esse mix é elaborado com a sebadoria e bom senso que renderam a Emiliana o título de melhor chef de cozinha segundo a revista Veja Goiania, em 2010, e uma medalha de prata no Global Chefs. "Os acertos vieram depois de muitos erros", conta a gourmet com 16 anos de profissão. A regra é adaptar para ficar mais bonito, mais saudável e evidenciar a alta gastronomia.
Variedade é a marca do Emi Cozinha Emocional. O cardápio fixo conta com carnes vermelhas, frango, frutos do mar, e saladas. Como define a própria chef, há na comida em que prepara "uma pegada bem vegetariana". Os adeptos do raw food (comida crua) tem espaço garantido no menu. Além disso, aos finais de semana, a casa oferece no mínimo seis sugestões diferentes de pratos.
Sob medida
O atendimento personalizado é outro diferencial do Emi. Quem frequenta o local pode chegar e simplesmente dizer o que está com vontade de comer ou beber. Após fazer algumas perguntas sobre as preferências e paladar, a chef prepara pratos e drinks com misturas únicas, feitas especialmente para cada pessoa. "A grande vantagem de a gente ser o dono e o chef de um restaurante é justamente esse interesse em saber o que o cliente está a fim, querer agradar", diz.
Emiliana não se preocupou apenas com a comida. Após passar dois anos e meio à frente de um restaurante em Itacaré, procurou transpor para o solo goiano o clima aconchegante da cidade litorânea. Para dar uma "vibe de casinha", decorou o local com peças herdadas da família e garante: "Há emoção em cada detalhe".