Goiânia – O particípio é uma das formas nominais do verbo. Cheia de particularidades, por sinal.
O particípio passado é aquele com terminação “ado” e “ido” que usamos em várias situações comunicacionais. Comprado, corrido etc. Normalmente é usado para indicar ação concluída ou formar tempos compostos.
Discute-se sobre a existência ou não do particípio presente.
O particípio presente seria aquele em que o verbo adotaria as terminações “ante”, “ente” e “inte” (amante, vivente, seguinte), que teriam hoje apenas funções de substantivo e adjetivo. A maioria dos gramáticos defende que essas construções não são particípios, e sim um adjetivos formados de verbo mais o sufixo “nte”.
O nosso usual particípio passado também faz papel de adjetivo, como em:
– Ele chegou em casa molhado.
– Os sapatos estavam jogados na sala.
O particípio passado integra, com os verbos auxiliares ser/estar e ter/haver, as formas verbais compostas. Nem todos os verbos são abundantes (verbos que têm particípios regular e irregular), mas quando isso ocorre, há distinção nas formas compostas.
Com os verbos ser e estar usa-se o particípio irregular:
– Eu sou aceito pelo grupo.
– O serviço está incluso.
– O cachorro foi solto.
Com os verbos ter e haver usa-se o particípio regular:
– Eu havia aceitado o grupo.
– Ele tinha incluído o serviço.
– O vizinho havia soltado o cachorro.
É bom lembrar que nem todos os verbos possuem as duas formas, e que muitos particípios ditos e escritos por aí não existem. O certo é:
– Eu havia chegado mais cedo (e não chego).
– Ela teria trazido o dinheiro se soubesse (e não trago).
– Eu mesma teria escrito o livro (e não escrevido).
Na próxima coluna vamos estar falando sobre o gerúndio, o gerundismo e o modismo que envolve as formas verbais.