Yuri Lopes
Após três dias de encontros para debater as prioridades da cultura em Goiás, a Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás) votou e definiu, em plenárias, os rumos das ações culturais no Estado. Terminou na tarde deste domingo (17/6) a 2ª Conferência de Cultura do Estado do Estado de Goiás, que definiu, entre vários assuntos, sobre a desvinculação do Centro Cultural Oscar Niemeyer e do Conselho Estadual de Cultura da Casa Civil, e que passem a ser geridos pela Secult Goiás. O evento contou com presença do secretário de Cultura, Gilvane Felipe, e o secretário de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (MinC), João Roberto Peixe.
De acordo com a superintendente de Patrimônio Histórico e Artístico da Secult Goiás, Deolinda Taveira, a conferência serviu para ajustar vários pontos que estavam em discussão acumulada desde 2009. “Áreas importantes como a regulamentação do Plano Estadual de Cultura (PEC), Fundo Estadual de Cultura (FEC), financiamento da Cultura e áreas setoriais, como museus, arquivos e bibliotecas foram debatidos e votados para aprovação do governador Marconi Perillo”, explicou Deolinda.
Parcerias
Deolinda adinta que a Secult Goiás recebeu verba de R$ 125 mil do Instituto Brasileiro de Muses (Ibram), sendo R$100 mil do Ibram e R$25 de contrapartida do governo do Estado. Além da verba que será investida nos museus goianos, a Secult Goiás vai assinar nos dias 22 e 23 de junho convênio para acordo de cooperação técnica com o Ibram. Este acordo vai colaborar com a implantação do Sistema Nacional de Museus.
Veja vídeo de apresentação da Conferência
A superintendente considera que Goiás está em vantagem em relação a outros estados por já ter, desde a década de 1980, um Sistema Setorial de Cultura (SSC). Este sistema é uma das exigências para regulamentação do Sistema Nacional de Cultura. Segundo Deolinda, tudo o que foi decidido nas votações durante os três dias de conferência será reunido em um documento e encaminhado para aprovação do governador. “Nós definimos o que é prioritário, falta agora ter orçamento e plano específico para implementar e fazer funcionar” disse.
Novos rumos
O Grupo de Trabalho do Conselho de Políticas Culturais votou pela manutençao do vínculo do CCON com a Casa Civil. Depois de discussão do tema em plenária, a maioria decidiu que o CCON deve estar vinculado à Secult Goiás. Ficou decidido também que o Conselho Estadual de Cultura deve ser gerido pela Secult Goiás. “Entendemos que tudo ligado à cultura em Goiás deve ser administrado pela Secretaria de Estado da Cultura”, conclui Deolinda. A superintendente ressalta que todas as decisões durante a conferência deve passar pela aprovação do governador.
“Acredito que a proposta da desvinculação do Conselho da Casa Civil será tranquilamente aprovada pelo governador. Já a mudança de gestor do CCON acho que será mais difícil de ser aceita pelo governador”, opina.
No sábado, os participantes se reuniram em grupos de trabalho para debater temas específicos, que resultaram em relatórios. Esses documentos reunidos formarão a base do Sistema Estadual de Cultura, que está em fase de implantação em Goiás. Neste domingo, os resultados foram apresentados e debatidos na plenária geral. Daqui cerca de 20 dias o documento geral será elaborado, assinado pelo secretário de Cultura e encaminhado ao governador.