Recebi pelos Correios, na última sexta-feira, um presente interessante. Meu amigo Alexandre Petillo me enviou seu novo livro: Curtindo Música Brasileira. Meu final de semana foi bem mais divertido com o lançamento em mãos.
Trata-se de um guia no qual Petillo foi a fundo mapeando o que é essencial em cada estilo da música brasileira. Auxiliado por Eduardo Palandi, Erick Miranda e Zé Dassilva, a obra é dividida em 11 capítulos, cada um tratando de um gênero específico.
Começa pelo samba (que mereceu uma subdivisão com chorinho, marchinha e pagode) e segue pelo sertanejo, MPB, tropicália, bossa nova, rock, pop, black music, regionais, música clássica e um bônus track com a música brasileira produzida após 2000. Ufa!
Editor cuidadoso, Petillo listou 300 discos essenciais e mais de 4 mil músicas que mereceram estar no trabalho. Cada seção do livro conta ainda com uma sugestão de filmes que abordam aquele gênero, vídeos de Youtube que complementam a leitura e muuuuiiita dica de som.
A profundidade da pesquisa que o autor fez é de impressionar. Mas não é de se estranhar. Quando olhamos o currículo do cara, percebe-se que inquietude seria um bom sobrenome para ficar entre Alexandre e Petillo. Formado em Direito, logo se enveredou pelo jornalismo. Escreveu nas grandes revistas e jornais brasileiros.
Com espírito empreendedor, montou sua própria publicação, a Zero. Em tempos pós-Bizz e pré-Rolling Stone/Billboard, era a imprensa especializada que matava a sede da galera ligada em música. Ganhou uma estrelinha do Sebrae pela iniciativa, algumas dívidas, cabelos brancos e amizades pelo Brasil afora.
Foi nesse período em que colaborei com a Zero que conheci Petillo. Ele passou uma temporada de alguns anos em Goiânia quando saiu da revista que ele criou. Trabalhou em escritório de advocacia e no jornal Diário da Manhã. Mas lembra-se daquele lance que falei da inquietude? Pois é… Teve programa em rádio, fez assessoria, discotecou, publicou livros e foi embora para o interior de São Paulo, seu estado natal. Dizem que quem fica parado é poste. Petillo entendeu isso como poucos.
Em todas essas andanças, a música sempre esteve ao seu lado. Seja na vasta coleção de discos, seja nos textos apaixonados sobre o assunto, seja em livros. E é um prazer falar de um amigo esbanja inteligência, escreve tão bem e saca de música até não poder mais.
Não se trata de um livro para pegar e ler de uma vez só. Até porque estamos falando de um calhamaço de mais de 700 páginas. É sim um acompanhante para ser usado e abusado ao longo de 2014. Lendo, ouvindo e assistindo. Um belo presente de Natal para quem é apaixonado por música.