A crise econômica internacional já começa a afetar o otimismo do empresário goiano. É o que mostram os dados de agosto de 2011 do Índice de Confiança do Empresário Industrial Goiano (Icei) divulgados hoje (25) pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg). O índice, que varia de 0 a 100, ficou em 57,8 pontos em agosto, com queda expressiva de 3,7 pontos em relação ao mês de julho deste ano. Os resultados se aproximam aos registrados no final de 2008, ano da crise financeira. O dado mais próximo ao deste mês foi registrado em janeiro de 2009, quando o índice encontrava-se na faixa dos 55,7 pontos.
“As notícias internacionais relacionadas ao endividamento das grandes nações – e consequente anúncio de redução dos gastos e retração do consumo – tiveram forte influência no sentimento empresarial”, afirma o economista da Fieg, responsável pela pesquisa, Cláudio Henrique de Oliveira.
Para o economista, internamente, o anúncio de um programa de incentivo à indústria local, inclusive com medidas de controle a produtos importados, manufaturados ou não, trouxe alento para alguns setores. “Porém, no geral, o setor industrial interpretou as medidas anunciadas como tímidas e que não contemplam todos os setores econômicos”, conclui o economista.
Indicadores
A maior contribuição para a retração verificada do Icei em agosto/2011 foi do Indicador de Expectativa – queda de 65,6 para 61,2 pontos. Desde o último trimestre de 2008, quando o indicador foi de 53,4 pontos, os resultados foram superiores a 64,3 pontos. No Indicador de Expectativa, o empresário se posiciona quanto à atual situação em comparação com os próximos seis meses. (Com informações da Assessoria de Imprensa na Fieg)