A Redação
Goiânia – Como órgão em cooperação da Comissão de Soluções Fundiárias (CSF), a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) participou da visita ao Acampamento Garça Branca, entre os municípios de Jaupaci e Israelândia. O encontro, que ocorreu na quarta-feira (22/11), teve o objetivo de escutar os acampados e explicar a situação das famílias, que moram às margens da rodovia e possuem um processo em aberto por invasão da fazenda vizinha.
O defensor público Gustavo Alves de Jesus, colaborador do Núcleo Especializado de Direitos Humanos (NUDH) da DPE-GO, afirmou que a visita foi produtiva, dando a oportunidade conhecer o acampamento, que conta com 47 famílias.
“Os acampados, que buscam reforma agrária, se manifestaram de pronto que tem interesse de sair da área da fazenda, caso tenham ultrapassado os limites da faixa de domínio, mostrando que existe a possibilidade de uma solução rápida para o conflito”, explicou Gustavo Alves de Jesus. “Superado este impasse, o processo deve ser encerrado no CSF e, por falta de interesse processual, também na Vara Cível de Iporá”.
Emival Conceição Monteiro, de 52 anos, líder do acampamento, disse que foi pego de surpresa com a visita. “Quando junta um grupo, como o de hoje, para ver nosso trabalho, para ver nossa sobrevivência aqui dentro, eu tenho certeza que vai juntar todo mundo para conseguir um pedaço de terra para nós”, contou esperançoso. “Nosso objetivo é conseguir uma terra para sobreviver, para morar para o resto da vida”.
Além da Defensoria Pública, estiveram presentes representantes do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Prefeitura de Jaupaci e assistentes sociais.
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