Augusto Diniz
Goiânia – O deputado estadual Delegado Humberto Teófilo (PSL) foi mandado na quinta-feira (29/7) para o fim da fila de vacinação contra a covid-19 em Goiânia. De acordo com a prefeitura, o parlamentar chegou ao local de imunização na hora marcada e queria saber a marca da dose que tomaria. Ao ser informado de que não seria avisado sobre qual era a vacina, Teófilo se recusou a receber a aplicação e gravou um vídeo hoje (30/7) nas redes sociais.
Como não quis assinar o termo que atesta a recusa à vacina disponível, o fato foi testemunhado por outras duas pessoas, como determina o Decreto Municipal número 3.605/2021. O nome do deputado estadual está cadastrado no sistema da Secretaria Municipal de Saúde. Humberto Teófilo só poderá tomar a primeira dose da vacina contra a covid-19 depois que toda a população adulta a partir de 18 anos for vacinada em Goiânia.
"Pagamos pela vacina e agora querem nos obrigar a vacinar com um determinado tipo. Coronavac? Essa eu não tomo", disse o parlametnar no vídeo.
O comportamento de quem escolhe o imunizante que pretende receber, que ficou conhecido ironicamente como sommelier de vacina, uma alusão aos profissionais especializados em bebidas alcoólicas, especialmente vinhos, tem atrapalhado o avanço da vacinação na capital. De acordo com o prefeito Rogério Cruz (Republicanos), essas pessoas agendam a vacinação, tiram o lugar de alguém que poderia receber a primeira dose naquele dia e se recusam a tomar o imunizante de determinado fabricante.
Cruz afirmou no início de julho que vacina boa é vacina no braço, que todas que estão em aplicação são aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e adquiridas pelo Ministério da Saúde. Órgão que pertence ao governo ao qual Teófilo apoia, o do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Pai condenado
Pai do deputado estadual Delegado Humberto Teófilo, o ex-vereador Amarildo Pereira começou a cumprir a pena de 5 anos e 7 meses de presão, que deveria ser iniciada no regime semiaberto, com o benefício do uso de tornozeleira eletrônica no sábado (24/7).
O ex-parlamentar de Goiânia foi condenado em outubro de 2020 por envolvimento em esquema que fraudou em R$ 7 milhões os recolhimentos junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de servidores municipais. Em maio, Amarildo Pereira chegou a ser considerado foragido da Justiça, o que sua defesa tentou negar.
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