A Redação
O ex-jogador de futebol Romário, hoje deputado pelo PSB carioca, segue batendo forte na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e na organização da Copa do Mundo 2014. As últimas críticas do baixinho vieram em função do Projeto Geral da Copa 2014, divulgado nesta segunda-feira, assinado pela presidente Dilma Rousseff e enviado para a avaliação do Congresso. O artigo 41 do documento, que trata da possibilidade da implantação de feriados nos dias dos jogos, é o que mais desagrada o deputado.
Para ele, os feriados servem apenas como uma “muleta”, por assim dizer, para evitar possíveis vexames estruturais da organização. Uma vez que os habitantes das capitais em que os jogos serão realizados estejam de folga, problemas crônicos do trânsito seriam aliviados. Até a própria Miriam Belchior, ministra do Planejamento, admitiu que esse ponto do projeto é uma medida para facilitar o tráfego dos torcedores. Para a ministra, o legado de uma melhor mobilidade urbana é interessante para as cidades, mas não é essencial para a Copa do Mundo em si. Romário classificou tal atitude como “maquiagem” dos erros.
Também o preço dos ingressos, segundo o deputado, podem alcançar números abusivos, uma vez que o Projeto Geral da Copa delega à Fifa a liberdade completa para essa definição. No projeto não há determinação de pagamento de meia-entradas para estudantes e idosos, conforme estabelece lei nacional. O ex-jogador mantém um site oficial em que posta diariamente notícias e estatísticas que, acredita ele, dão um panorama caótico quanto a gastos e prazos com infraestrutura das cidades e construção de estádios.