Lis Lemos
Uma caminhada e esclarecimentos sobre o AVC (Acidente Vascular Cerebral), ou derrame, marcaram o Dia Mundial de Combate ao AVC, em Goiânia, neste sábado (29/10). “Muita gente veio preocupada em saber dos sintomas e querendo informações”, avalia Rejane Duarte, diretora executiva do Instituto Mover, responsável pelo evento. As atividades foram desenvolvidas em parceria com a Universidade Federal de Goiás, Pontifícia Universidade Católica e médicos neurologistas.
Cerca de 400 mulheres e homens de várias idades passaram pelo Parque Areião para serem avaliadas e tirarem dúvidas sobre a doença. A campanha tem como tema “Um em cada seis”, evidenciando que uma em cada seis pessoas no mundo terão um derrame.
Rejane conta que o AVC isquêmico, que ocorre quando um vaso cerebral é interrompido, é responsável por 80% dos casos e que é preciso saber identificar os sintomas para o rápido atendimento. Visão dupla, dor de cabeça súbita, perda de força nos braços ou pernas e dificuldade em levantar ou sentar são os sintomas básicos de quem está tendo um derrame.
Três testes simples podem ajudar a salvar uma vida: pedir para que a pessoa sorria, levante os dois braços na altura do peito ou repita uma frase. Caso seja identificado o início do derrame, a pessoa deve tomar em até 4 horas medicação que pode eliminar ou reduzir as sequelas. No entanto, em Goiás esse medicmento não é oferecido pelo SUS.
A diretora executiva afirmou que desde o ano passado o instituto, o Ministério Público e neurologistas pressionam a Secretária de Saúde do Estado para que disponibiliza os remédios. Durante a semana, um projeto para a implantação de uma Unidade de atendimento ao AVC foi entregue ao diretor-geral do Hospital Geral de Goiânia (HGG), André Luiz Braga. Na próxima semana, o Instituto e os médicos devem ser recebidos pelo secretário, Antônio Faleiros.