Em uma degustação, quando se tem muitas garrafas diferentes, a sequência em que os vinhos serão bebidos pode ter grande impacto no sabor dos mesmos e determinar o sucesso ou o fracasso da degustação.
A regra básica é que os secos sempre devem vir antes dos doces e fortificados, porque a doçura destes últimos interfere no paladar e faz com que os vinhos secos fiquem parecendo muito ácidos e amargos.
Para não errar, comece pelos brancos, degustando os mais vivos e frescos (Riesling e Sauvignon Blanc) primeiro. Em seguida, passe para os mais aromáticos (Torrontés e Gewurztraminer), e termine com os mais densos (Viognier e Chardonnay). Os rosés devem ser degustados depois dos brancos e antes dos tintos.
Quanto aos tintos, beba os de corpo leve e médio (Pinot Noir, Grenache, Sangiovese, Carmenère e Merlot) antes dos mais encorpados e ricos (Syrah, Malbec, Cabernet Sauvignon e Tannat).
Champanhes e espumantes do tipo Brut devem ser bebidos no início da degustação. Já os Demi-Sec e doces devem ser servidos após os vinhos secos.
Na hora de degustar, esqueça o mito da “temperatura ambiente”. Champanhes e espumantes devem ser bebidos gelados, entre 6 e 8°C. Basta colocar as garrafas na geladeira algumas horas antes da degustação. A temperatura ideal de serviço de brancos e rosés – entre 10 e 12°C – é atingida com cerca de 1 hora de geladeira. Já os tintos, para servi-los a 16°C, resfrie-os por 30 minutos na geladeira. Caso os vinhos tenham esfriado demais, deixe-os em temperatura ambiente por 10 a 20 minutos antes de servir.
Segue abaixo uma sugestão de sequência para degustação.
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Casa Valduga Arte Brut. Abra a degustação com um espumante leve e fresco. Elaborado pelo método clássico ou Champenoise, o brasileiro Arte é uma boa opção. Tem aromas de frutas tropicais e ótima acidez. R$ 26 na Super Adega. |
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Painter Bridge Chardonnay 2010. É frutado, intenso e saboroso, como todo bom Chardonnay da Califórnia. Tem aromas de frutas cítricas, maçã, melão, baunilha, mel e notas florais. No paladar, é cremoso e aveludado. Sua relação preço/qualidade é excelente. R$ 60,45 no site www.decanter.com.br. |
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Luigi Bosca Reserva Pinot Noir 2010. Tem um pouco mais de vigor do que se espera de um Pinot Noir, mas sem comprometer seu equilíbrio e elegância. No nariz, destacam-se as frutas vermelhas, principalmente morango e framboesa, além de um toque de canela. R$ 69,20 no site www.decanter.com.br. |
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Cuvée Alexandre Cabernet Sauvignon 2009. Produzido pela renomada vinícola chilena Casa Lapostolle a partir de vinhas de mais de 60 anos de idade, esse Cabernet é potente, rico e de taninos firmes. É recomendável decantá-lo antes de degustar. R$115,22 no site www.mistral.com.br. |
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Graham’s Six Grapes. Encerre a degustação com um delicioso vinho do porto. Como o nome já indica, esse opulento Tawny é um corte de seis uvas, todas elas típicas de Portugal. No nariz, é pura fruta. Os aromas de amora, ameixa e cereja predominam. Sirva na mesma temperatura dos tintos secos. R$ 118,40 no site www.mistral.com.br. |




