Como é que tá a vida de casada? Uau, há três meses e meio, todo mundo que me vê faz a mesma pergunta.
Eu respondo sempre a mesma coisa: Vai bem, ótimo, é diferente, mas tô amando! Aí vai, quem realmente quer saber como está minha vida de casada, continue lendo que vou contar de uma vez só!
Eu nunca tinha feito comida antes na vida, tinha nojo de carne crua e agora faço almoço pro maridão quase todo dia. E melhor, me esforço pra comida ficar boa e se ele repete, é alegria na certa.
Finalmente lavo as roupas separadas por cor, porque (desculpa sogra) eu odiava ver a mãe dele colocar tudo misturado e as roupas novas saírem todas manchadas. Agora é vermelho e rosa, branco e claras, jeans com jeans e as que não sei se mancham, espero pra lavar à mão.
Antes a unha era feita até duas vezes por semana, agora estraga toda vez que lavo louça, limpo casa e acabo fazendo de 15 em 15 dias. Falando em limpeza, o banheiro fica por conta do marido. Às vezes passa do prazo, não importa, é obrigação dele. Eu também esqueço de algumas obrigações tipo: Amor não tem mais cueca limpa? Ai lembro que esqueci de colocar na máquina.
Disseram também que ninguém muda depois que casa. O Kadu mudou. Agora ele guarda o sapato na sapateira, estende a roupa, a toalha e até passa a calça ou a camisa se não der tempo de eu fazer o serviço.
Tenho mais divídas do que tinha antes e juntos fazemos malabarismo pra conseguir pegar um cinema ou jantar fora e terminamos o mês devendo ainda umas três pessoas. Fazemos rodízio e cada mês pagamos atrasado pessoas diferentes.
Agora dormimos e acordamos juntos e se brigamos não tem como cada um ir para um lado diferente. Ou resolvemos, ou dormimos de bico um para o outro. Pela manhã, um beijo de bom dia e esquecemos tudo. Tenho um massagista, encanador, eletricista, amigo, namorado. É tudo como eu pensei que seria, divertido, difícil e maravilhoso.
A gente ainda se magoa um pouco porque estamos aprendendo a ser marido e mulher. É tarefa árdua, mas com amor, é também um caminho que todo mundo devia trilhar. É bom ter companhia pra tudo, ter um colo diferente do da mamãe (apesar que às vezes bate saudade do colinho materno). O importante é colocar o carinho na frente e não deixar nada ser maior que isso, nem dívida, nem vontades, nem bobagem alguma.
Tô aprendendo a ser esposa e alguns ainda se assustam: "Mas tão nova" – acho que é pelo tamanho porque meu rosto não é tão juvenil assim. Novos sim, pois assim temos mais tempo pra envelhecer juntos. Daqui há alguns anos, vou aprender outra coisa. Vou aprender a ser mãe!
Catherine Moraes é estagiária do jornal A Redação