Mônica Parreira
O presidente executivo do Vila Nova pode estar com os dias contados à frente do clube. Depois de uma longa reunião entre conselheiros, foi anunciado, na noite desta quarta-feira (2/5), o afastamento de Eduardo Barbosa do cargo por 45 dias. Durante este período, o vice, Marcos Martinez, assume o cargo.
Eduardo Barbosa foi acusado por negociar passe de atletas sem o consentimento dos membros do conselho, desviar recursos, forjar empréstimos e falsificar documentos. "O conselho entendeu que os fatos são tão graves que não encontrou outra saída senão o afastamento temporário dele (Eduardo) até que uma comissão processante, que foi indicada democraticamente pelo conselho, apure os fatos e convoque uma assembleia para fazer a destituição", declarou Paulo Diniz.
Venda de atletas
As negociações feitas pelo presidente envolvendo pratas-da-casa também foram pauta da reunião. Segundo Paulo Diniz, Eduardo Barbosa teria desvalorizado o patrimônio do clube ao dar vazão às propostas.
"Há meses estávamos tentando fazer com que ele (Eduardo) modificasse o procedimento com relação à negociação de jogadores. Quando ele anunciou a venda do Jonh Lennon por 75 mil reais, nós não concordamos", declarou. Nesta negociação, o conselho teve participação e 70% do passe do atleta foi vendido por R$ 320 mil.
O caso Rondinelly segue indefinido. Paulo Diniz disse que teriam oferecido R$ 250 mil pelo atleta, mas afirmou que negociar a este preço seria desvalorizar o investimento que o clube faz nas categorias de base. "O passe do jogador está avaliado em R$ 3 milhões no mercado nacional". A proposta será avaliada por Marcos Martinez e conselho, devendo ser resolvida ainda esta semana.
Durante este período de 45 dias, Eduardo Barbosa poderá apresentar sua defesa, mas Paulo Diniz acredita ser improvável. "Tudo leva a crer que ele será destituído, não tem outro caminho pelas denúncias que foram feitas. Os fatos não são graves, são gravíssimos”, finaliza.