Adriana Marinelli e Bruno Hermano
Goiânia – Candidato a presidente da República pelo Novo, Felipe D'Avila se reuniu com apoiadores em Goiânia, nesta quarta-feira (21/9), e, na ocasião, enfatizou sobre a necessidade de uma reforma tributária no País. "Nós precisamos que o Estado brasileiro colabore com o setor produtivo, que gera riqueza no País. O Estado não gera riqueza e o Brasil não pode atrapalhar quem cumpre esse papel", disse o presidenciável em entrevista ao jornal A Redação.
Felipe D'Avila concede entrevista ao jornalista Bruno Hermando (Foto: João Unes)
Ao lado de Edigar Diniz e Leonardo Rizzo, candidatos ao governo de Goiás e ao Senado, respectivamente, D'Avila visitou a Região da 44, grande polo da moda na capital. Aos empresários presentes no encontro, o presidenciável se comprometeu a trabalhar pela simplificação dos tributos e citou, entre outros pontos, a PEC 110/2019, originada no Senado, e a PEC 45/2019, de iniciativa da Câmara, que projetam alterações tributárias. "A reforma [tributária] que eu vou fazer, se eleito, é a que o governo não teve coragem de colocar pra votar. Uma reforma que simplifica as regras tributárias e, principalmente, acaba com os impostos intermediários. Vou começar por aí", destacou.
Leonardo Rizzo e Felipe D'Avila (Foto: João Unes)
O candidato a presidente enfatizou que a simplificação tributária é o principal caminho para alavancar regiões como a 44, em Goiânia. "Fiquei impressionado quando cheguei aqui. São verdadeiros empreendedores. Mais de 160 mil empregos gerados e um faturamento anual de bilhões de reais", completou.
Rio Verde
A agenda de D'Avila em Goiás começou na terça-feira (20/9), em Rio Verde, cidade definida por ele como "O Brasil que deu certo". O presidenciável se disse impressionado com o ritmo de crescimento do município goiano, que tem o agronegócio como base econômica. "A cidade cresce no ritmo da China. Temos que olhar com atenção para essas ilhas de excelência no Brasil, como Rio Verde, para encorajar essas regiões a darem o próximo passo", afirmou ao destacar a força do agro no Estado e também no País.
Ainda na cidade do interior de Goiás, o candidato do Novo defendeu investimentos em infraestrutura, principalmente na melhoria de estradas para garantir o rápido escoamento de grãos. Ele considerou, no entanto, ser difícil mobilizar recursos públicos. "Precisamos de parceria público-privada, precisamos de concessões. Se ficar esperando dinheiro do governo federal, não vai chegar nunca. Nós temos o menor investimento público da história do Brasil. Nós estamos cortando dinheiro de investimento para pagar o custeio do Estado brasileiro que só aumenta", concluiu.