Yuri Lopes
Não basta estar presente nas redes sociais. É essencial saber usar a plataforma mais adequada a cada tipo de produto e serviço. É o que constata o doutor em Comunicação Aldo van Weezel, palestrante da Conferência Internacional Redes Sociais e Empresas desta sexta-feira (22/6), em evento promovido pelo jornal A Redação (faça a inscrição pelo hotsite). Aldo vai ministrar a palestra Tendências Mundiais das Empresas nas Redes Sociais e Geração de Negócios. Em entrevista na sede do AR, Aldo falou sobre atuação das empresas na internet, ferramentas mais eficazes e como se comunicar com clientes.
Segundo Aldo, as empresas estão cada vez mais cientes de que precisam se comunicar com seus clientes e a publicidade formal é apenas um dos métodos a que elas têm acesso. “Aumentou bastante o número de empresas que procuram a internet e as redes sociais para divulgarem seus produtos, por ser um veículo mais barato e que tem mais chances de atingir o público-alvo”, explica. Ele diz que as diversas plataformas disponíveis na internet permitem que as companhias cheguem a seus consumidores de forma mais eficiente e certeira.
Mas não basta ter um site e perfis no Facebook e no Twitter. “O problema é como fazer, como agir e como se comportar”, decreta Aldo. Na sua avaliação, muitas empresas ainda não estão acostumadas a se comunicar com seus clientes, mas lembra que existem casos em que as empresas percebem que quanto maior a comunicação e atuação nas redes sociais, mais elas criam uma relação de confiança com o público.
Van Weezel conta que com o crescimento do uso das redes sociais como forma de negócios houve uma inversão de papéis e uma mudança essencial no jeito de vender produtos e serviços. “Voltamos à época antes dos meios de comunicação em massa. Antes um sempre dizia para muitos e não havia resposta. Hoje o boca a boca tem forte influência e muitas pessoas buscam a opinião de um amigo sobre produtos e empresas”, comenta.
Método tradicional
Aldo diz que uma das principais barreiras para as empresas se beneficiarem dos recursos oferecidos pelas redes sociais é a mentalidade pouco ousada de diretores e proprietários de empresas mais tradicionais ou conservadores. “Muitos executivos ainda pensam exclusivamente na publicidade tradicional e chegar ao maior número de pessoas, Isso pode ser prejudicial em muitos casos”, lembra.
Ele aponta como a principal vantagem das redes sociais a eficiência ao atingir o público. “Com uma boa ação, as empresas chegam até as pessoas que têm influência, e essas pessoas divulgam os produtos e serviços de forma espontânea”, exemplifica. Aldo ressalta que justamente por ser uma comunicação de quem não tem nenhum vínculo financeiro com a empresa ou produto, a comunicação deve ser muito bem pensada para surtir o efeito desejado. “Não é um publicitário ou artista pago que está passando aquela mensagem, mas alguém que quis, de livre iniciativa, divulgar ou falar sobre determinado produto ou marca”, conta.
Anúncio no Facebook
Aldo observa que embora o número de pessoas que clicam em anúncios do Facebook tenha caído, esta não é uma alternativa a ser desconsiderada. “O problema não é a plataforma, mas sim, como se usa esta plataforma para anunciar”, declara. O palestrante explica que as empresas precisam racionalizar os gastos com publicidade e ações na internet. Segundo Aldo, seja banner de anúncio ou qualquer outra ação, o que precisa ser pensado é o público que se quer atingir e a maneira mais eficiente e barata.
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