Você já deve estar ligado que existe uma proposta do governo estadual de fazer a concessão de algumas estradas para que a iniciativa privada, não? Caso não faça ideia do que diabos eu estou dizendo, fique sabendo que a história é mais ou menos a seguinte: alguns trechos de rodovias goianas serão concedidos para que empresas façam a manutenção dos mesmos e, como contrapartida, elas tenham o direito de cobrar pedágio por quem ali trafega.
Para quem conhece a experiência paulista, sabe exatamente o que essa decisão implica. Naturalmente, existe uma melhora brutal no serviço prestado. As estradas são duplicadas, o asfalto vira um tapete de dar inveja aos persas, a sinalização fica mais eficiente do que a de aeroporto. Até aí, tudo muito bom, tudo muito bem, mas (e sempre existe esse maldito mas) você pode preparar seu bolso, pois você andará poucos quilômetros e será parado por aquelas estruturas imponentes que vão tirar bons reais de seu bolso.
E os valores cobrados não são nada agradáveis, ainda calcado no exemplo de São Paulo. Tem pedágio que lhe dá uma facada de mais de 10 reais por 40 quilômetros rodados. É muito. E não é só esse valor que é um acinte à economia doméstica. O problema maior é que estamos sendo bitributados quando pagamos o pedágio. Já contribuímos (e muito caro) por estradas decentes. Esse serviço, em tese, já está pago e não estamos recebendo a resposta decente por parte de quem gere o recurso. Já que vou ter que pagar o pedágio, eles bem que poderiam me isentar do IPVA, não é mesmo? Seria uma troca justa!
O que não dá para aceitar é pagar o imposto, o pedágio e o que mais o governo inventar. Já somos tributados demais nesse País. Quando descobrirem que é possível cobrar imposto do oxigênio, não tenho dúvidas que inventarão uma forma de aplicar tal esdrúxula medida. E todo esse montante é gasto da forma mais ineficiente possível. Com esse tanto de apaniguado na administração pública, gente que não passa nem em concurso cuja exigência é a alfabetização, nada funciona direito mesmo. Essa galera só consegue entrar no serviço público pela porta dos fundos. São os tais compromissos de campanha. Com um número absurdo de comissionados que temos no Brasil, não dá para ser um País sério.
Como os governantes têm que dar respostas às bases eleitorais devido à relação promíscua que se institui durante o processo eleitoral (leia-se: emprego para um monte de incompetentes), não sobra dinheiro para aquilo que seria responsabilidade primeira. E o item boas estradas é mais um nesse rol.
Definitivamente, eu não quero pagar pedágio!