Estou impressionadíssimo com a polêmica envolvendo a suposta “orkutização” do aplicativo Instagram com a chegada dos usuários de celulares com o sistema operacional Android. Nego ficou na maior indignação do mundo com a popularização desse aplicativo que era exclusivo dos que têm o iPhone.
Quanta bobagem! Como se esse Instagram fosse uma maçonaria virtual, um pequeno clube restrito aos escolhidos pelo santo Steve Jobs. Putz… Novamente, que bobagem. Aliás, bobagem bem típica dos adeptos dos produtos da maçãzinha, que se sentem parte de um grupelho de pessoas especiais só porque gastaram uma fortuna em alguma coisa que ajudou a engordar a conta do suposto gênio. Tipo uns escolhidos hipsters para um paraíso onde morder a maçã não será mais considerado o pecado original e sim a salvação. Ou seja, a mais pura groselha.
Eu gosto do Instagram. Acho hoje a rede social mais legal, com aqueles filtros para as fotinhas. Posto com alguma frequência, em especial nos finais de semana, quando fico bem ausente das redes sociais mais convencionais. Divirto-me vendo o que o povo está postando. E não é porque eu acho legal sendo usuário do celular da Apple, que eu não quero que os demais também curtam essa possibilidade. Sei lá, acho até estranho esse tipo de apego exclusivista.
Outro ponto que também não entendo é por que diabos o termo “orkutizar” ficou com esse aspecto pejorativo. Existem pontos como rede social nos quais o Orkut até hoje não foi superado. Os grupos do Facebook ainda não conseguiram se estabelecer da mesma forma como as comunidades do Orkut. O debate não fica sistematizado tal qual na rede social que veio primeiro. E não é porque aconteceu a popularização que essa qualidade se perdeu. Mas o lance é tirar onda e ridicularizar a chegada de uma nova classe social na internet. E o pior é que uma boa parcela desses que tiram onda também surfa na onda dessa nova classe social. É muito paradoxo para minha cabeça.
O Brasil que entende o Brasil pela perspectiva uspiana ainda não entendeu o Brasil pós-Lula.
E é esse Brasil uspiano que fica curtindo com a chegada do Brasil pós-Lula dos celulares com o Android no Instragram. Perderam o bonde da história. Ficam falando e falando e falando enquanto o mundo está mudando. A vida acontece lá fora enquanto eles procuram a mais nova atualização do IOS. E depois não entendem nada, absolutamente nada. Ficam completamente perdidos. Trouxas.
A carnavalização do Instagram é só mais um exemplo do quão separatista é essa minúscula e ridícula elitizinha brasileira. Reclamar porque seu grupinho foi tomado de assalto é tão patético que dá vergonha. E é só mais uma das vergonhas que vêm desse povo.