Parece que as boas notícias não param de chegar para quem é adepto dos bons sons. A última acachapante foi a confirmação do show do mestre Stevie Wonder em Brasília, no dia 07 de dezembro. Para quem gosta de som de primeira, é um programa imperdível! Dentro do Circuito Banco do Brasil, o mago do groove vem ao quadradinho de Goiás mostrar como se faz para comover todos os corações.
A ação do banco será em seis capitais do País, com diferentes atrações no mesmo formato: um palco mesclando nomes gigantes do mundo e do mainstream nacional, um espaço focado só na música brasileira e outro direcionado à música eletrônica. Um baita festival para não passar vergonha em canto algum do mundo. Se pegarmos a programação completa, todos os gostos são contemplados. Stevie Wonder, Red Hot Chili Peppers, Joss Stone, Yeah Yeah Yeahs, Simple Minds, Paralamas do Sucesso, Criolo… Uma bela miscelânea!
Para nós goianos, a etapa do Distrito Federal é a que mais interessa. Além de Wonder, teremos ainda Jason Mraz (cópia vagabunda de Jack Johnson), Capital Inicial (aceitável por ser prata da casa), Ivete Sangalo (completamente deslocada), Criolo (hype que candango compreensivelmente adora), Baile do Simonal (que deve ser fantástico) e os que não conheço Sompratodos, Taboo e Ask 2 Quit. Na minha opinião, ir até Brasília vale só por causa de Stevie Wonder mesmo.
O que impressiona é que há alguns anos, cerca de duas décadas, shows internacionais eram episódios totalmente esporádicos em nosso país. Eram mais aguardados pelos fãs que o Natal para as crianças. Quando um nome do primeiro escalão pisava em terra brasileira, era um fato extraordinário. Talvez um óvni surpreendesse menos. A estabilização da economia e o aumento do poder aquisitivo da população brasileira deixou nosso mercado mais atrativo para os gringos. Sorte nossa. Se até Paul McCartney veio em Goiânia, qualquer outra coisa é possível.
Inclusive o preço cobrado pelo ingresso médio no Brasil é mais salgado do que em vários pontos dos Estados Unidos ou da Europa. Acredito que essa distorção será corrigida em breve. Basta que a frequência de shows dos grandes figurões se transforme em rotina, e já estamos quase lá, para que isso se alinhe. Por enquanto, pagamos mais caro para ver nossos ídolos por uma questão de demanda reprimida. Não dizem que quem nunca comeu melado na primeira vez se lambuza? Pois é isso que estamos vivendo nos últimos anos.
Enquanto esses shows não se transformam em arroz com feijão no nosso mercado de entretenimento (e já estamos quase lá), vamos curtir esse deslumbramento. Para quem é fã, a confirmação da apresentação de um artista que amamos em um local que podemos assistir é quase igual à sensação de um título do time do coração. Sabemos que a empolgação é efêmera, que a alegria não é para sempre. Mas enquanto a ficha da realidade não cai, fico aqui entoando: “Very superstitious…”.