O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), Paulo
Picchetti, reduziu hoje, de 0,50% para 0,30%, a expectativa para a
inflação de outubro registrada pelo indicador da Fundação Getúlio Vargas
(FGV). Picchetti disse que o comportamento
favorável do índice que vem sendo observado desde a segunda
quadrissemana do mês foi o grande motivo para a revisão da projeção.
“Em vez da taxa na casa de 0,50% que eu estava prevendo inicialmente,
outubro deve fechar com uma taxa em torno de 0,30% mesmo”, comentou
Picchetti. “Com isso, temos um cenário no qual o mês já colabora para
que tenhamos um resultado acumulado não tão ruim para 2011”, acrescentou
o coordenador do IPC-S, que trabalha atualmente com uma expectativa de
taxa de 6,4% para o indicador acumulado do ano.
Nesta segunda-feira, a FGV divulgou que o IPC-S registrou taxa de
inflação de 0,31% na terceira quadrissemana do mês, o que representou um
número inferior ao de 0,39% observado na segunda leitura de outubro e o
menor resultado desde a segunda leitura de agosto de 2011, quando o
índice registrou variação de 0,17%. De acordo com a instituição, o maior
destaque para o movimento de desaceleração veio novamente do grupo
Alimentação, que apresentou variação positiva de apenas 0,03%, bem menor
que a de 0,17% da segunda quadrissemana de outubro.
“A desaceleração vem sendo puxada pela Alimentação, mas não só por ela”,
destacou Picchetti, referindo-se especialmente a grupos importantes
acompanhados por ele e que não aparecem no levantamento tradicional do
IPC-S.
De acordo com o coordenador, um grande exemplo é o grupo Serviços,
sempre monitorado de perto pelo mercado financeiro e pelo Banco Central
por retratar os impactos da melhora do poder aquisitivo da população. Na
terceira quadrissemana de outubro, este conjunto de preços subiu 0,63%,
bem menos do que as altas de 0,84% e de 0,88% registradas,
respectivamente, na segunda e na primeira quadrissemanas do mesmo mês.
Outro exemplo entre estes grupos, foi a alta de 0,26% da parte de
Industrializados, que haviam subido 0,30% na segunda leitura do mês e
0,33% na primeira quadrissemana. O grupo Comercializáveis, por sua vez,
apresentou variação positiva de 0 27% na terceira quadrissemana de
outubro ante avanços de 0,28% e de 0,29%, pela ordem, na segunda e na
primeira leituras do mês.
Por fim, o grupo Administrados subiu 1,03% na pesquisa divulgada hoje
pela FGV. A variação ainda é considerada elevada, mas já foi inferior à
de 1,20% verificada tanto na primeira quanto na segunda quadrissemanas
de outubro. (Agência Estado)