Nádia Junqueira
A economia goiana tem apresentado crescimento, com destaque para micros e pequenos empreendimentos e setores de comércio e serviço. O aumento do saldo do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), totalizando R$5 bilhões em carteira, é um dos indicadores. Esse índice representa 5% do PIB de Goiás. O estado sai na frente de outras unidades da federação apresentando o maior fundo com a menor inadimplência, cuja taxa é hoje de 1,25%. Essas novidades foram comemoradas na manhã desta terça (28/6) durante café da manhã oferecido pelo Governador Marconi Perillo a empresários, no Palácio das Esmeraldas.
De acordo com o Superintendente Regional do Banco do Brasil, João Batista,outro indicador é que foram aprovadas 1274 cartas-consultas este ano, no valor total de R$ 959 milhões em investimentos produtivos, que respondem por 11,26 mil empregos. Dessas cartas, 51% foram destinadas à captação de micro e pequenos empreendimentos. O setor que mais cresce, com base nas informações do superintendente, é o de comércio e serviços. “Agronegócios em Goiás é hoje um campo amadurecido, o de indústria está se fortalecendo, mas o de comércio e serviços precisa se desenvolver mais”.
Consolidação
Há limites de investimento para cada área e o terceiro setor já utilizou todos os recursos este ano. Porém, a demanda ainda é grande. O presidente da Federação de Comércio de Goiás, José Evaristo dos Santos, afirma que no próximo semestre a entidade fará esforço junto ao Conselho do FCO e Governo para ampliarem o fundo como um todo. “Tentaremos trazer para o Centro-Oeste o que não tem sido utilizado em outras regiões, como Nordeste e Norte, por exemplo, que têm alto índice de inadimplência”. O Secretário de Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, afirma que o governo se empenhará para, a partir de setembro, conseguir mais recursos.
O Superintendente João Batista credita a eficiência do FCO no Estado à metodologia do Banco do Brasil, ao ambiente empresarial de alto profissionalismo e à competência das deliberações do Conselho. O Fundo Constitucional está em Goiás desde 1988, realizando mais de 300 mil operações, sendo 200 mil destinadas a micro e pequenos empreendimentos. Na solenidade, o Governador Marconi Perillo pediu esforços dos empresários e FCO para que Goiás atinja PIB de 100 milhões até 2013. Esse ano estima-se atingir 92% e em 2012, 98%.
De acordo com o secretário executivo do Conselho de Desenvolvimento do Estado – CDE/FCO, Orcino Gonçalves, a previsão é a de que até o final do mês de setembro todo o valor garantido para 2011 esteja comprometido. O secretário Alexandre Baldy explica que o FCO é um pilar no investimento dos setores produtivos e empresarial em Goiás.