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Filho de Campos já é apontado como herdeiro político

15.08.2014 - 07:57:12
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São Paulo – João Campos, 20 anos, é o nome mais apontado entre pessoas próximas a Eduardo Campos para ser o herdeiro político do ex-governador de Pernambuco, morto nesta quarta-feira (13/8), em um acidente aéreo. O jovem é filiado ao PSB e cogitou se lançar candidato a deputado estadual neste ano.Mas o próprio pai lhe disse que o havia aconselhado a primeiro terminar os estudos para depois decidir se seguia ou não a carreira política.

Por intermédio do primo Joaquim Pinheiro, João disse na quinta-feira que deverá entrar para a política. Segundo ele, para terminar os ideais do pai. De acordo com o primo, o rapaz disse que "não perdeu apenas um pai, mas um líder."

João tem quatro irmãos mais novos: Pedro, José, Maria Eduarda e o caçula Miguel, de seis meses. Campos chegou a deixar outros possíveis herdeiros políticos em Pernambuco, mas nenhum com a força próxima da que tinha.

A maior influência sobre ele era exercida pela mulher, a auditora do Tribunal de Contas do Estado, Renata de Andrade Lima Campos, de 47 anos. Ela contribuía nas ações de governo, alianças políticas e escolha de jingles. Também filiada ao PSB, sua candidatura a deputada federal chegou a ser especulada, mas a gravidez e o subsequente nascimento do filho interrompeu essa negociação.

Fora da família, há algumas apostas. Neto do ex-governador Miguel Arraes, de quem foi secretário particular, Eduardo Campos assumiu a presidência do PSB em 2005. No ano seguinte foi eleito governador. Transformou-se, então, num político influente no comando partidário e muito bem avaliado como governador. Nessa condição, passou a ter força absoluta na política de Pernambuco e também à frente do PSB.

Tanto é que ao patrocinar candidaturas, deu preferência a pessoas que não tinham nenhuma tradição política na disputa de cargos como o de prefeito do Recife. Em 2012, ele bancou a candidatura de Geraldo Júlio, seu secretário de desenvolvimento econômico e presidente do Porto de Suape, para disputar a prefeitura, vencendo o pleito. Nessa eleição, Campos rompeu a aliança que manteve com o PT por anos seguidos em Pernambuco.

Para a disputa ao governo de Pernambuco, em 2014, Campos deixou de lado o governador João Lyra Neto, que havia sido seu vice, e passou a apoiar Paulo Câmara, seu ex-secretário da Fazenda.

Descontente por não ter recebido o apoio do antigo aliado, o senador Armando Monteiro (PTB) rebelou-se contra Campos e formou uma chapa com o PT para disputar o governo contra Paulo Câmara. De acordo com as últimas pesquisas de intenção de votos, Monteiro venceria a eleição no primeiro turno, se ela ocorresse hoje. (Agência Estado)

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por Mônica Parreira

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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