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Fique de olho nos preços

09.06.2018 - 14:01:21
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São Paulo – Se tem uma coisa que me deixa irritado é a falta de solidariedade. Neste momento em que boa parte dos brasileiros está sem emprego ou mal empregado, lutando para conseguir se segurar, tem muito empresário tirando proveito. Por conta de fatos que muitas vezes nem os atingem, abusam dos reajustes como se vissem em certas oportunidades uma maneira de ampliar os lucros. 
 
Agora, por exemplo, depois da greve dos caminhoneiros, há uma onda de aumentos que ficaram. Os preços voltaram bem acima do que a gente via anteriormente. Nesta semana foi a vez do dólar atuar como fator especulativo. Por conta da alta no câmbio, todo mundo, ainda que não tenha nenhuma relação direta, aproveita para reajustar os preços.
 
Essa mentalidade exploradora deve ser combatida com o boicote. Se a pessoa acha certo colocar um melão por 12 reais, um pé de alface a 5 reais, um quilo de batata a 6 reais, ok, mas experimente deixar o produto dele na prateleira. O resultado da queda de vendas certamente influenciará no preço e na cabeça dessa pessoa. Até refrigerante passou a ter novo patamar depois da greve.
 
Infelizmente, a única linguagem que essa gente entende é a multa pesada e o boicote às compras. Caberia ao governo, neste momento, botar o pessoal na rua. Não como fez no plano cruzado, mas para dar uma geral, examinar preços, condutas etc.. Certamente encontrariam boas oportunidades de punir aqueles que atua de forma errada e contra a economia popular.
 
De nossa parte, temos de seguir uma cartilha. Se o tomate está pela hora da morte, não coma tomate. Ninguém morre por isso e uma hora os preços caem, tenha certeza. É uma reação em cadeia. O supermercado aperta o atravessador e o atacadista até chegar ao produtor, de modo a forçar os preços para baixo pela lei mais antiga do mundo, a da oferta e da procura.
 
Outras dicas importantes são sempre comparar preços, mudar de estabelecimento, comprar produtos da época, evitar ser vitima do exagero, consumir de forma módica. Tudo isso até pelo menos as coisas se enquadrarem de novo em novos patamares. Outro ponto importante é não comprar tudo o que precisa num único estabelecimento. Vá em dois ou três, pois o pessoal coloca alguns produtos em oferta e faz a compensação em outros. Quem acompanha preços sabe disso. Desta forma, compre um mix de produtos no estabelecimento A, outro tanto no comércio B e mais um pouco no C. Na média você sairá na vantagem.
 
De todo modo, esses conselhos devem valer sobretudo agora, quando o dólar sobe. O preço dos combustíveis será pressionado, o de muitas matérias-primas também e haverá, por conta disso, alguns reajustes. Não aceite todos, dê valor ao seu dinheiro, até porque só você sabe o trabalho que dá para ganhar.
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por Eleno Mendonça

*Jornalista, consultor de imagem e diretor da Eastside23 Comunicação Corporativa

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