Jairo Macedo
O torcedor do Atlético estaria impossível a partir deste sábado, se o resultado que se anunciou em Volta Redonda tivesse se concretizado. O seu time chegou a estar em vantagem de dois gols sobre o Fluminense, no estádio Raulino de Oliveira, mas cedeu a virada para o tricolor carioca, que saiu com uma importante vitória por 3 a 2. O torcedor rubronegro vislumbrou uma histórica sequência de seis vitórias consecutivas – quase igualando o recorde do Corinthians, de sete triunfos –, mas teve que engolir uma injusta derrota para o instável Flu. Derrota, aliás, executada nos pés de Rafael Sóbis e no apito do árbitro Célio Amorim, que ignorou que Rafael Moura estava impedido no gol da virada.
Dessa forma, o Atlético soma agora 28 pontos e ocupa a 9ª colocação na tabela. O Fluminense está duas posições acima, com 31 pontos. De qualquer forma, é prudente lembrar que os comandados de Hélio dos Anjos jogaram um futebol leve e bonito, de atrevimento e não de covardia. O meio campo atleticano, especialmente na figura de Bida, foi impecável na armação de jogadas. Thiago Feltri, pela esquerda, fez uma partida de inédita qualidade, enquanto o setor defensivo se segurou bem até a segunda metade da etapa complementar.
Primeira etapa
A partida começou com muito equilíbrio entre Dragão e Flu. Mais eficiente na marcação, o Atlético teve inteligência e calma para sair bem em contra-ataque por diversas vezes. O primeiro gol veio depois do lateral Thiago Feltri partir com velocidade pela direita e ser derrubado por Mariano. Bida foi para a cobrança com toda a pinta de que faria cruzamento aéreo para seus companheiros. O meia rubronegro, pelo contrário, bateu de direita no ângulo do gol de Diego Cavalieri. Golaço de Bida, o terceiro dele no campeonato.
O Fluminense não tardou a responder. Nos cinco minutos seguintes, chegou com perigo ao gol atleticano por três vezes. Na primeira, o atacante Ciro aproveitou cruzamento pela direita e, meio de peixinho, se abaixou e cabeceou rente à trave. Em seguida, Rafael Moura, ex-Goiás, rolou para Mariano chegar batendo forte, mas Márcio estava lá para fazer a defesa. Por último, aos 14 minutos, foi a vez do próprio Rafael Moura receber, fazer o giro sobre a zaga adversária e bater bem, para nova defesa do goleiro atleticano.
Ciro chegou novamente, aos 31 minutos, matando no peito e arriscando uma bicicleta. Márcio, sempre ele, mostrou por que ainda é ídolo da torcida rubronegra e mandou a bola para escanteio. Aos 36, quem chegou foi o Atlético, quando Joilson encontrou Vitor Junior livre, sem marcação da confusa zaga tricolor. De perna direita, Vitor bateu próximo ao gol carioca.
O último lance da primeira etapa, de novo pelo lado goiano, veio com Anselmo, que recebeu de Rafael Cruz e pego de primeira. Diego Cavalieri estava nela. Não foi o bastante para evitar as vaias, que caíam sobre o Fluminense e jogavam para o lado de lá uma pressão que não era mais para o Atlético.
Pênalti para fora
Como era natural, o time tricolor voltou do intervalo com o intuito de encurralar o adversário goiano logo no início do segundo tempo. Aos 12 minutos, quando o árbitro Célio Amorim anotou pênalti para o Fluminense, tal intuito pareceu tomar forma. Gilson tocou a bola com a mão e o pênalti foi bem marcado – e bem desperdiçado por Rafael Moura, que bateu por cima do gol de Márcio.
Pênalti para dentro
Aos 17 minutos, Vitor Junior dominou a bola pela ponta esquerda e foi derrubado por Diego. O goleiro Márcio atravessou o campo para bater a penalidade e anotar Dragão 2, Fluminense 0.
Decepção no final
Quando a partida caminhava para seu final e o Atlético parecia chegar à incrível sexta vitória consecutiva, uma igualmente incrível virada aconteceu. Rafael Sóbis entrou na segunda etapa e salvou a pele tricolor. Aos 37 minutos, tabelou com Rafael Moura, puxou para a perna esquerda e bateu bem, no ângulo de Márcio, que nem se mexeu.
Quatro minutos depois, Rafael Moura bateu de perna esquerda com perigo à meta atleticana. Márcio rebateu e, com oportunismo, Rafael Sóbis estava lá de novo para conferir. Na base da vontade, sem muita ténica, o Fluminense empatava o jogo em Volta Redonda.
No fim de partida, já aos 45 minutos, o golpe fatal. Em posição irregular, Rafael Moura aproveitou cobrança de falta na área do Atlético e, de cabeça, decretou a virada carioca sobre o rubronegro goiano.
Ficha técnica
3 Fluminense: Diego Cavalieri, Mariano, Gum, Digão , Mariano, Edinho, Diogo (Fernando), Souza (Martinuccio), Lanzine, Ciro (Rafael Sóbis) e Rafal Moura. Técnico: Abel Braga.
2 Atlético: Márcio, Rafael Cruz, Gilson e Anderson, Thiago Feltri, Agenor, Joílson (Renato Augusto), Bida, Vitor Júnior (Thiaguinho), Anselmo e Juninho (Diogo Campos). Técnico: Hélio dos Anjos.
Local: Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ). Data/Horário: 03 de setembro, 18 horas. Árbitro: Célio Amorim (SC). Auxiliares: Ângelo Rudimar Bechi e Marco Antônio Martins. Gols: Bida (10' do 1º tempo), Márcio (17'do 2º tempo), Rafael Sóbis (37' e 41' do 2º tempo) e Rafael Moura (45' do 2º tempo). Cartões Amarelos: Mariano, Rafael Cruz, Souza, Agenor, Diogo, Edinho, Juninho e Rafael Sóbis.