A Redação
Goiânia –
Goiânia sedia, neste sábado (27/4), o 2º Encontro Estadual Contra Extermínio da Juventude Negra, a partir das 14h, no Instituto Federal de Goiás, Setor Central. O evento gratuito será composto por roda de conversas, abordagens culturais, exposições, palestras, filmes e oficinas.
A iniciativa da Coordenação Nacional de Entidades Negras de Goiás (Conen) e o projeto 'Favela R’existe' faz alerta para os elevados índices de homicídios de homens negros em regiões metropolitanas. O encontro contará com as seguintes atrações: roda de capoeira, Bia MC, Clécia Santana, B.Locus, Black Cia, Dvolt, DJ Yara, Iná Avessa, Luz Negra, DJ Lú Santos, Kesley, Skina 21, Tata Matheus, Zake MC e samba de roda.
Na Década Internacional dos Afrodescendentes as bandeiras são reconhecimento, justiça e desenvolvimento. A coordenadora do Conen Goiás, Lucilene Vitório, destaca a importância do evento que visa combater toda forma de violência contra a juventude negra no estado e no país. “Lutamos na defesa de jovens em situação de vulnerabilidade social com a perspectiva da formação cidadã, pelos direitos humanos”, afirma.
“Vamos discutir a necropolítica, que são as políticas de morte contra o povo negro e sua juventude no Brasil e em Goiás, com altos índices relacionados a homicídios de homens nas regiões metropolitanas”, diz Janira Sodré Miranda, coordenadora do Núcleo de Estudos das Relações de Gênero, das Relações Raciais e Afrodescendências do Instituto Federal de Goiás.
Segundo Janira o encontro é composto de intervenções artísticas, projeção de filmes, debates, diálogo sobre a criminalização das comunidade pobres e negras. Entre as presenças estão jovens ligados ao núcleo de estudos afrobrasileiros da universidade e da comunidade.
“Como protagonistas, estão integrantes da juventude negra periférica e iniciativas como o projeto Favela R’existe, diz a professora. “São comunidades que sofrem com a violência, potencializando sua existência, pela reivindicação dos direitos e da possibilidade de se inscreverem no ambiente urbano, enquanto pessoas de direitos, como cidadãos”, conclui.