A Redação
Goiânia – O governo iraniano começou a promover nesta sexta-feira (23/9) os próprios atos organizados contra os manifestantes que há seis dias protestam contra as políticas opressoras do governo central contra as mulheres.
Nos atos pró-governo, os opositores são xingados de “soldados de Israel”, além de outros slogans e jargões já batidos, como “morte à América” e aos infiéis do Alcorão.
Os protestos começaram após a morte de Mahsa Amini, de 22 anos. A jovem foi presa por “uso inadequado” do hijab, a veste com véu tradicional e obrigatória para as mulheres no país. A jovem morreu três dias após ser presa, sob custódia da polícia moral e suspeitas de tortura.
Nesta sexta, o governo central também ameaçou colocar o exército nas ruas para “garantir a segurança”. Até agora, pelo menos 17 pessoas morreram em conflitos entre os manifestantes e as forças de segurança.
Até agora, cerca de 300 manifestantes foram presos. Segundo agências e observadores internacionais, o governo teme uma repetição de atos similares ocorridos em 2019 e que entraram para a história como os mais violentos já registrados: o governo central respondeu com mão de ferro e pelo menos 1500 civis foram mortos nas ruas iranianas.
Governo do Irã organiza atos contra protestos e ameaça por exército na rua
*José Abrão é jornalista, mestre em Performances Culturais pela Faculdade de Ciências Sociais da UFG e doutorando em Comunicação pela Faculdade de Informação e Comunicação da UFG