A Redação
Goiânia – A Copa do Mundo do ano que vem, disputada no Catar, será um dos eventos mais importantes do mundo em diversos aspectos. Do ponto de vista esportivo, trata-se da principal competição futebolística, que reúne os melhores jogadores do mundo em um torneio com as principais seleções do planeta.
Do ponto de vista financeiro e de marketing, também é uma oportunidade única para empresas que desejam expor suas marcas e atrair mercados em potencial. Um dos mercados que anseia com expectativa a Copa do Mundo é o de apostas esportivas, em crescente expansão.
No Brasil, as apostas ainda não estão totalmente legalizadas. Ainda assim, a procura
por casas de apostas com bonus sem depósito, por exemplo, tem feito o governo federal acelerar o processo de discussão em torno de um marco regulatório que viabilize uma segurança jurídica para empresas que querem atuar no Brasil, mas ainda têm receio de enfrentar problemas com a lei.
Atualmente, estima-se que quase 500 plataformas e sites de apostas esportivas online já estejam interagindo com os cidadãos brasileiros, em um marco que movimenta entre R$ 7 e 9 bilhões por ano. Apesar do montante ser alto, essas empresas estão todas sediadas no exterior, de modo que não há tributação ou geração de empregos para o Brasil.
Mas isso pode mudar em breve, a Copa do Mundo tem tudo a ver com isso. Segundo Gustavo Guimarães, responsável pela Secretaria de Avaliação e Loterias do Ministério da Economia, a liberação das apostas esportivas online deve acontecer antes do Mundial no Catar. A informação foi dada durante o painel "A nova era de patrocínios no futebol brasileiro", realizado na última semana em um encontro online.
Guimarães afirmou que o Brasil é um pólo competitivo no que diz respeito às apostas esportivas. Para ele, o país precisa aproveitar isso. “Temos um processo de apostas esportivas legal no Brasil, mas que depende de regulamentação. Sabíamos que a lei de 2018 precisava de ajustes, especialmente em relação à tributação. Hoje, o país se mostra competitivo nesse ponto e temos um terreno muito fértil para desenvolver bastante o setor”, afirmou.
“Temos como meta entregar a regulamentação o mais rápido possível, sem esperar o prazo final. Queremos entregar bem antes do final de 2022 a regulamentação adequada para fomentar o setor de apostas esportivas. Vamos surpreender a todos em relação a isso. Teremos um ano de Copa do Mundo com muita luz para a atividade e isso será um marco da SECAP enquanto órgão regulador”, garantiu Guimarães.
O secretário afirmou que a modalidade precisa de regulamentação segura e eficaz. Ele afirmou que o governo ainda desenha a melhor forma de garantir não só o crescimento do setor de apostas no Brasil, mas também uma forma de vincular as receitas obtidas no segmento com uma distribuição equânime para fortalecer políticas públicas e serviços sociais.
“O retorno da regulamentação não será somente para o esporte e para as casas de apostas, mas também para as destinações sociais que a atividade irá gerar. Queremos criar o vínculo entre o crescimento do setor e a melhoria das finanças públicas e como os recursos serão direcionados para áreas que serão demandantes nos próximos anos. O preconceito ainda existe, mas é importante mostrarmos que a atividade é legal. Vamos regular e atrair, criando todo esse potencial que todos vocês mostraram aqui”, assinalou.
Atualmente, há um grupo de trabalho na Câmara dos Deputados discutindo a atualização do Marco Regulatório de Jogos. Um relatório final proposto pelo grupo de parlamentares será votado no plenário da Casa. Ainda não há data para que isso aconteça, mas a expectativa é que seja até o fim do ano, antes do recesso das festas de Natal e do Ano Novo.