A Redação
Goiânia – Um homem foi preso em Goiânia por violência doméstica depois que uma criança de 12 anos, filho do suspeito, conseguiu pedir ajuda a policiais penais da Seção Integrada de Monitoramento Eletrônico (Sime) pelo WhatsApp. O detido, que não teve o nome divulgado, é um pedreiro de 33 anos. O homem tentava invadir a casa da ex-mulher na madrugada de quarta-feira (3/1), no Setor dos Funcionários, quando acabou preso e levado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
A mensagem enviada pelo filho do agressor informava que o suspeito, que já estava sob ordem de restrição, se encontrava na residência da família, descumprindo medida protetiva imposta.
De imediato, os policiais se deslocaram até o local. Foi constatado que o preso havia rompido a tornozeleira eletrônica para aproximar-se e entrar na casa da ex-mulher, de 38 anos. A criança entrou em contato com os policiais por meio de mensagens em um número funcional, destinado exclusivamente para vítimas da Lei Maria da Penha. Estavam na residência a mulher e seus dois filhos – o garoto de 12 anos e uma menina de 10.
Segundo a equipe policial, a vítima não retirou o botão de pânico e mudou de endereço recentemente. “Como ela mudou e não nos informou, não tínhamos a nova área de exclusão. Isso dificultou a nossa ação. Por isso, levamos um tempo adicional para chegar à sua residência”, explicou o coordenador da Sime, Regismar Souza.
No entanto, como forma de assegurar mais proteção às mulheres neste tipo de situação, mesmo sem o botão do pânico, a Polícia Penal disponibiliza um número exclusivo de WhatsApp para todas as assistidas utilizarem em casos de urgência.
O suspeito de 33 anos responderá por descumprimento de ordem judicial pelo rompimento de tornozeleira eletrônica e por violação de área de exclusão, descumprimento de medida protetiva de urgência e resistência à prisão.
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*José Abrão é jornalista, mestre em Performances Culturais pela Faculdade de Ciências Sociais da UFG e doutorando em Comunicação pela Faculdade de Informação e Comunicação da UFG