José Abrão
Goiânia – "Se não investirmos maciçamente na juventude, em ciência, pesquisa, educação, inovação e tecnologia, o Brasil vai ficar cada vez mais para trás". É com essa ideia que Marconi Perillo (PSDB) pretende atuar no Senado Federal, principalmente com foco em projetos para os jovens, se eleito no pleito deste ano. "As crianças e os jovens só terão o futuro assegurado se tiverem qualificação, especialmente se considerarmos os avanços tecnológicos que tivemos nas últimas duas décadas", disse o tucano em entrevista exclusiva na sede do jornal
A Redação, nesta segunda-feira (19/9).
Marconi, que já foi quatro vezes governador de Goiás, além de senador e deputado, explicou o que o motivou a optar pela disputa ao Senado por Goiás, já que chegou a se colocar como pré-candidato ao governo do Estado após mobilização de lideranças do PSDB. "Tomei essa decisão por saber que o Senado é o palco de debate de grandes pautas políticas. Quero me inserir numa pauta que considere a importância de Goiás no cenário nacional e em que podemos ajudar o país a avançar, especialmente em relação aos gargalos para que o Brasil tenha maior competitividade", destacou ao citar que vai trabalhar, se eleito, para "fazer Goiás voltar a ter protagonismo no cenário federal".
Marconi Perillo, João Unes e José Abrão (Foto: Letícia Coqueiro/A Redação)
Qualificação
No Senado, conforme avalia o candidato, é necessário criar no Brasil condições para qualificação e emprego, além de atração de recursos e investimentos financeiros nacionais e internacionais."Só vamos virar uma grande nação à medida que tivermos produtividade, competitividade e emprego. O Congresso precisa se debruçar sobre uma pauta que envolva tudo isso".
O ex-governador acredita que conquistas só serão possíveis com avanços na ciência e na tecnologia. "É importante que o setor privado aporte recursos para a pesquisa, pois quanto mais investirem, mais retorno terão nas próprias práticas produtivas. No mundo todo, empresários investem maciçamente em ciência e tecnologia, mas não ouço falar em empresários ricos investindo como deveriam aqui. É preciso haver um esforço conjunto nessas áreas se quiser que o Brasil vá para frente", afirmou.
"É preciso que o governo estimule, de repente, com uma lei de incentivo que abata do imposto de renda o investimento feito em pesquisa e inovação. O Brasil só vai para frente se a gente tiver uma mentalidade que inclua como prioridade máxima o investimento nessas áreas. Se não for assim, estaremos fadados ao fracasso eternamente", acrescentou.
Ex-governador Marconi Perillo é candidato ao Senado (Foto: Letícia Coqueiro/AR)
Política
O ex-governador tucano relembrou, durante a entrevista, que já havia uma polarização no Senado "entre nós do PSDB e o PT, mas não da forma radical como há agora. Agora há uma explicitiação muito forte entre quem é de direita e quem é de esquerda, antes era uma coisa meio camuflada".
Caso retorne ao Senado, Perillo defende vencer a polarização através de uma pauta conjunta. "Quando você trabalha em torno de agenda, é possível deixar as diferenças de lado. O Brasil precisa de uma agenda com propósito, independente de quem seja o presidente, para que o país possa se inserir entre as grandes nações do mundo", defendeu.
"Uma andorinha não faz verão, mas eu vou trabalhar para que a gente consiga um ambiente que faça junto, olhando pra frente."
Isso significa, conforme pontuou o tucano, construir pontes com o governador Ronaldo Caiado (UB) caso ele conquiste a reeleição no pleito deste ano. "Eu sempre fui de construir convergências. Fui governador com senadores da oposição e convivi bem com todos. Se eleito, vou trabalhar pelo Estado, independente de quem seja o governador. Meu trabalho será a favor e não contra, porque contra já tem muita gente", arrematou.
*O jornal A Redação realiza uma série de entrevistas com todos os candidatos ao Senado por Goiás nas eleições 2022.