São Paulo – O primeiro grupo de reféns do grupo terrorista Hamas foi libertado e entregue a Israel nesta sexta-feira (24/11), na primeira pausa da atual guerra desde o seu início, em 7 de outubro. Um total de 25 reféns, sendo 13 israelenses e 12 tailandeses, foram entregues em uma operação na cidade de Rafah, próxima à fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito, após nove horas sem combates graças a um cessar-fogo acordado entre as partes.
Os próximos reféns devem ser libertados nos próximos dias, totalizando 50 pessoas. Israel afirma que haverá um dia adicional de trégua para cada 10 reféns adicionais liberados pelo Hamas. A troca foi intermediada pelos Catar, Egito e Estados Unidos.
Em troca dos 13 reféns israelenses libertados nesta sexta-feira, 39 palestinos devem sair de prisões israelenses, de acordo com a Comissão para Assuntos de Prisioneiros da Autoridade Palestina, que divulgou uma lista com os nomes. Dos presos, 24 são mulheres e 15 são adolescentes. A maioria é de Jerusalém Oriental e das cidades de Nablus e Ramallah, na Cisjordânia.
Os reféns israelenses foram entregues pela organização humanitária Crescente Vermelha a soldados israelenses, que receberam orientações de como tratá-los. Eles serão levados para hospitais, e os feridos graves, transportados de helicóptero. Os menores de 12 anos serão recebidos na fronteira por suas famílias. Os mais velhos encontrarão as famílias em hospitais, onde também serão informados pelos serviços de segurança sobre a situação atual na Faixa de Gaza.
Os tailandeses que estavam entre os reféns foram os primeiros a serem libertados. A primeira-ministra tailandesa, Srettha Thavisin, afirmou que funcionários da embaixada os receberam e irão levá-los para casa. Ao todo, 26 pessoas de cidadania tailandesa foram capturadas pelo Hamas no ataque em Israel no 7 de outubro. Alguns permanecem entre os cativos.
O cessar-fogo entre Israel e o Hamas começou na madrugada (horário de Brasília) desta sexta-feira, 24, em Gaza, como parte de um acordo que o Catar ajudou a intermediar. Israel afirma que haverá um dia adicional de trégua para cada 10 reféns adicionais liberados pelo Hamas. Apesar da trégua nos combates, tanto Israel quanto o Hamas afirmam que a guerra não acabou.
As pausas entre Israel e o Hamas muitas vezes não se realizam. Em 2014, houve tréguas durante um conflito de 51 dias que resultou em mais de 2 mil mortes antes que houvesse um acordo duradouro para interromper os combates. Apesar disso, o acordo atual garante um alívio, mesmo que temporário, para os cerca de 2 milhões de habitantes de Gaza, sob bombardeios intensos desde o dia 7 de outubro, quando Israel respondeu o ataque do Hamas em solo israelense que deixou 1,2 mil judeus mortos.
Antes da troca começar, parentes de reféns estavam esperançosos em Israel de que em breve veriam os entes. Muitos não sabiam se os seus parentes seriam incluídos ou não na primeira libertação do grupo terrorista. Do lado palestino, o anúncio levantou as esperanças de muitos cujos parentes estão em prisões israelenses. (Com agências internacionais)
(Agência Estado)
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