A Redação
Goiânia – A Justiça Militar de Goiás decretou nesta terça-feira (10/8) a prisão preventiva do sargento da Polícia Militar Bruno Rocha Prado. Ele foi denunciado por atentado violento ao pudor contra uma mulher em Mineiros, no sudoeste do Estado. A prisão foi a pedido do Ministério Público de Goiás (MPGO), feito pelo Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (NCEAP).
Ele foi denunciado por atentado violento ao pudor, em razão de, em serviço, ter constrangido uma mulher. O MPGO também denunciou o cabo José dos Reis Gonçalves, que estava junto com o sargento, por deixar de praticar ato de ofício, para satisfazer interesse pessoal.
Entenda o caso
Conforme apuração do MPGO, no dia 3 de abril deste ano, Bruno Prado e o cabo José dos Reis, durante patrulhamento de rotina, abordaram uma mulher, que supostamente estaria embriagada, ela estava com o carro parado na porta de um bar em Mineiros. A vítima estava dentro do veículo, limpando um ferimento na perna provocado pela queda do copo em que bebia.
Ainda segundo o órgão, o sargento ofereceu para levar a mulher, dirigindo o carro dela, até a casa em que ela morava. Segundo o MPGO, embora a mulher estivesse embriagada, o policial militar não fez o registro da ocorrência. Ele apenas a repreendeu e se ofereceu para levá-la em casa.
Inicialmente, a vítima recusou a oferta, mas, diante da insistência e receosa pelo fato de ter bebido, aceitou a oferta. O sargento Bruno Rocha Prado, então, entregou a condução do carro policial ao cabo José, que não tem habilitação, e assumiu a direção do veículo da mulher. No percurso até a casa dela, de acordo com a denúncia, ele suspostamente se aproveitou de seu estado de fragilidade e acariciou suas pernas. A vítima afastou a mão do policial.
De acordo com denúnica, ao chegarem na residencia o sagento praticou atos libidionosos contra a vítima. O cabo José dos Reis Gonçalves ficou dentro da viatura do lado de fora da casa.
Para o MPGO, os elementos probatórios comprovam, de forma objetiva e clara, a materialidade e a autoria dos crimes. A denúncia destaca que, nos crimes contra a liberdade sexual, a palavra da vítima detém especial relevância, uma vez que esses delitos normalmente são cometidos às escondidas, com uso de violência e grave ameaça, como meios de calar a pessoa agredida.
Aindo conforme o órgão, a vítima, em todas as oportunidades em que foi ouvida, prestou declarações coerentes e não alterou sua versão. Além disso, sempre afirmou que sargento Bruno ficou em sua residência por cerca de 10 a 15 minutos, alegação confirmada pelos dados de georreferenciamento do carro policial.