A Redação
Goiânia – Presidida pela vereadora Kátia Maria (PT), a Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Goiânia realizou na quinta-feira (21/12) uma audiência pública para apresentação da prestação de contas da Secretaria de Saúde. Com apenas três meses na pasta, o secretário Wilson Modesto Pollara esteve na Câmara para mostrar o balanço referente ao segundo quadrimestre de 2023.
“Eu entendo que essa prestação de contas ficou um pouco prejudicada por conta da transição que foi feita na secretaria”, avaliou Kátia, lembrando que Pollara assumiu a pasta somente em outubro, ou seja, depois do fim do quadrimestre analisado. “Estamos avaliando tudo com muita responsabilidade e vamos buscar esses números para entendermos melhor os investimentos e as ações realizadas”, completou.
Segundo o secretário, foram investidos 22.06% dos recursos próprios do município em saúde. O percentual ficou acima da meta preconizada pela Constituição, que é de 15%. O secretário também ressaltou a necessidade de se investir mais na atenção primária a saúde. “A gente comemora os números porque tudo que for acima dos 15% é de decisão própria do prefeito e ele tem investido”, afirmou Pollara. “Fiquei muito satisfeito com a reunião. Não houve críticas profundas, foram críticas naturais e feitas também muitas sugestões. Tudo está melhorando”, garantiu.
No entanto, a presidente da Comissão de Saúde da Câmara discordou do secretário. “Ele tenta passar uma imagem de que está tudo bem, mas a gente não vê isso na prática”, rebateu a vereadora Kátia. “Ele fala de investimentos de R$ 120 milhões na atenção básica, mas quando visito as unidades, vejo que elas estão sucateadas, não tem luvas, não tem máscara, não tem medicamentos, faltam profissionais, o CROF (Centro de Referência em Ortopedia e Fisioterapia) estava com o serviço de raio-x todo suspenso. Então, o que o secretário mostra não é compatível com o que a gente vê na realidade”.
Concursados
Questionado sobre a possibilidade de convocação de concursados para suprir o déficit de profissionais na Saúde, o secretário afirmou que, por uma questão legal, não deve haver chamamento no momento. “Concursado não é contratado”, disse Pollara. “As vagas dependem dos recursos e, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, você só pode contratar funcionários públicos até 50% da arrecadação líquida e nós estamos com 53%. Então, estamos num período de contingência e não posso chamar porque estou acima do que a lei estabelece”, completou.
Ao final da audiência pública, a presidente da Comissão de Saúde esclareceu que fará alguns requerimentos à secretaria para analisar melhor os números apresentados e as metas estabelecidas. “Vamos checar todos os dados para entender melhor a real situação”, disse.
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